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sábado, 13 de julho de 2013

GRATIDÃO SILENCIOSA




Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom […] Digam-no os remidos do Senhor…—Salmo 107:1-2
O motivo do agradecimento é permitir que o presenteador saiba o quanto você aprecia algo. O autor G. B. Stern disse: “Gratidão silenciosa não tem muita utilidade para alguém.”
Quando nosso filho era mais jovem, às vezes ele precisava ser lembrado de que evitar o contato visual, olhar para os pés e balbuciar algumas palavras ininteligíveis não era um “obrigado” aceitável. E, após muitos anos de casamento, meu marido e eu ainda estamos aprendendo que é importante expressarmos continuamente nossa gratidão um ao outro. Quando um de nós se
sente agradecido, tentamos verbalizar isso — mesmo já tendo dito o mesmo em muitas outras ocasiões similares. William Arthur Ward disse: “Sentir gratidão e não expressá-la é como embrulhar um presente e não dá-lo.”
Demonstrar nossa gratidão é, obviamente, importante nas relações humanas, mas ainda mais essencial em nosso relacionamento com Deus. Ao pensarmos sobre as muitas bênçãos que recebemos, expressamos nossa gratidão a Ele ao longo do dia?
E quando pensamos no maravilhoso presente da Sua morte e ressurreição pelo perdão dos nossos pecados, nossos corações transbordam de alegria e ação de graças? (Romanos 6:23; 2 Coríntios 9:15).
Coloque diariamente em seu coração o lembrete do Salmo 107:1: “Rendei graças ao Senhor, porque ele é bom…”! 

O maior Presente de Deus deve fazer
aflorar nossa mais profunda gratidão.

Extraído pelo
Pr. Ronaldo de Assis.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"VENERADO ENTRE TODOS SEJA O MATRIMONIO E O LEITO SEM MÁCULA"

O cristão precisa compreender a instrução divina quanto ao casamento e aplicá-la como base à sua vida diária. Entender que querer casar deve ser uma decisão resultante do amor sincero, pois estar casado é entrar no relacionamento mais íntimo que podemos viver aqui na Terra.
O que Deus uniu.

"Venerado entre todos seja o matrimônio e o leito sem mácula" - Hebreus 13.4.
Adão e Eva não tiveram pais e sogros. Assim sendo, todos os recém-casados devem buscar a independência emocional e financeira de seus pais, estabelecer núcleo familiar independente, como se não tivessem pais e sogros também. Trata-se de uma separação paterna no sentido de procurar resolver os problemas entre si e crescer juntos em intimidade e união, não é esquecer-se dos pais e desrespeitá-los.
Apesar de o pecado do ser humano interferir no plano de Deus para o casamento, a Bíblia dá diretrizes para um casamento feliz, estável, tranquilo. Todas as passagens bíblicas sobre o tema enfatizam o valor espiritual do casamento, é ensinado que ele deve ser respeitado, honrado e valorizado. O Senhor sempre quis que tanto o homem quanto a mulher se realizassem juntos, criou um relacionamento de total comunhão em que ambos pudessem viver harmoniosamente, desfrutando o amor e companheirismo mútuos com total intimidade.
Logo no princípio, Deus ordenou que o homem deixasse pai e mãe e unisse à sua mulher, para que ambos fossem "uma só carne." O marido torna-se uma só carne com sua esposa durante o ato conjugal (Efésios 5.31). Tal determinação é a expressão da vontade de Deus para todas as pessoas, ao crente e ao descrente.
O matrimônio é o plano da base familiar em âmbito global. Adão e Eva não escondiam nada entre eles, viviam nus um diante do outro e não se envergonhavam disso. A intimidade sexual é natural no sentido em que o Criador a estabeleceu. Dentro do casamento, a união sexual saudável e prazerosa não acontece apenas por alguns momentos, mas por toda a vida do casal. O sexo foi criado para ser desfrutado com muito prazer e para a procriação do casal no casamento. Deus quer que a humanidade cresça, e através da união legítima entre um homem e uma mulher, multiplique-se. Confira: Gênesis 2.24, 25.
O amor do marido pela esposa.
O casamento deve ser considerado a principal responsabilidade do homem, ele deve lidar com a relação conjugal pela perspectiva equilibrada, evitando tanto a atitude promíscua quanto um ascetismo rígido.
A Bíblia recomenda solenemente: "Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela." - Efésios 5.25. O verdadeiro padrão do amor do esposo para a esposa é o de Cristo para com a Igreja. Observe o advérbio "como", é um termo que denota modo e sugere comparação. O amor do esposo deve ser tal qual o sublime e
corajoso amor de Cristo por sua igreja. O marido que não ama a sua esposa desobedece a Palavra de Deus.
O amor do marido pela esposa, ordenado pelas Escrituras, deve ser o mais elevado possível. A Bíblia ensina que o marido deve honrar sua esposa: "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações." - 1 Pedro 3.7. A insensibilidade do marido faz com que ele perca muito espiritualmente. Infelizmente, nem todos os maridos prestam atenção na necessidade da esposa. Pedro recomenda a eles que expressem amor cuidando dela com respeito, delicadeza e dignidade. Se o marido não consegue manter uma comunicação eficaz com a esposa e filhos sua linha de comunicação com Deus também é interrompida.

O amor de mãe pelos filhos e o marido.
"Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e aos filhos" - Tito 2.3-4.
Uma placa interessante escrita por mulher: "Meu lar é limpo e organizado para minha família ser saudável, mas às vezes também está bagunçado para que ela seja sempre feliz." Tais dizeres têm sabedoria, porque a esposa e mãe não pode se tornar escrava de seu lar. Uma casa alegre tem seus momentos de brinquedos espalhados pelo chão, instantes da bicicleta atrapalhando uma passagem, o tempo das tarefas escolares de filhos sobre a mesa de jantar. A dona de casa não deve estar disposta apenas às realizações das tarefas domésticas, tem que querer envolver-se e divertir-se com o marido e os filhos em casa e em passeios e ou quaisquer outras atividades em família.
A reverencia da mulher ao marido.
“E a esposa respeite ao marido” - Efésios 5.33 b. A esposa precisa apostar nas características positivas do homem que está ao seu lado como marido. A Bíblia Sagrada não sugere...


Eliseu Antonio Gomes, do blog Belverede

domingo, 17 de março de 2013

A Figueira Infrutífera



"Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para que ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite estrume; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, corta-la-ás" (Lc.13.6-9).
Esta parábola começa com algo estranho: "uma figueira no meio da vinha". Vinha é uma plantação de videiras. Por quê haveria ali uma figueira? Por uma concessão e propósito do proprietário.
Neste texto, como em outras passagens bíblicas, o ser humano é comparado a uma árvore.
O dono da vinha é Deus, o Pai. Se estamos no meio da vinha do Senhor, é apenas por sua graça e amor. Não temos a natureza e a qualidade correspondentes à santidade divina, mas vivemos pela misericórdia. Nunca deveríamos fazer exigências diante de Deus com base em direitos ou méritos. Reconheçamos a graça e sejamos gratos.
Todo cultivo representa investimento e tem um propósito. Nesse caso, o objetivo era a frutificação. O Senhor tem expectativas ao nosso respeito. Ele fez grande investimento em nossas vidas e o maior deles foi o sangue precioso derramado no Calvário. Além disso, ele nos deu o seu Santo Espírito e dons e ministérios.
Os frutos são resultados esperados. O problema é que a expectativa de Deus é, geralmente, diferente da nossa, assim como pais e filhos têm, quase sempre, diferentes desejos e planos. Os pais se preocupam com a saúde, o caráter, a formação educacional e profissional do filho, mas ele, sendo uma criança, talvez queira apenas um brinquedo novo. O que temos desejado, planejado e realizado? Quais têm sido nossas prioridades?
O texto fala sobre um tempo de avaliação. Quando chegamos ao final de cada ano, fazemos avaliações. Aqueles a quem Jesus se dirigia tinham a tendência de avaliar os outros (Lc.13.1-5), mas precisamos fazer o auto-exame (ICo.11.28). Quando o fazemos, é possível que nos gloriemos de muitos resultados que talvez não sejam os que Deus deseja.
Uma figueira pode ser alta, forte, bonita, com folhagem exuberante e até flores, mas, se não tiver fruto, não estará cumprindo sua missão. Todas essas características são boas, porém insuficientes. O bom não substitui o melhor. Afinal de contas, para quê servimos nós? Para produzirmos sombra? Somos enfeites? Nossa madeira terá alguma utilidade? Nossas folhas servirão como vestimentas? (Gn.3.7). O que o Senhor procura em nós é o fruto. Muitos objetos podem produzir sombra, mas a figueira existe para produzir figos.
Podemos ter alcançado tantas coisas nesta vida: dinheiro, bens, posições, cargos, títulos e, ainda assim, não termos produzido fruto.
Quando Jesus voltar, muitos apresentarão um relatório diante dele, dizendo: Senhor, em teu nome nós profetizamos, expulsamos demônios, fizemos sinais e maravilhas. Então, ele lhes dirá: Apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade (Mt.7).
Desta passagem bíblica, entendemos que o exercício dos dons espirituais não é fruto diante de Deus. Tanto é assim que, nos escritos de Paulo, os dons (ICo.12) estão separados do fruto do Espírito (Gal.5.22). Podemos trabalhar muito e não produzir o que Deus espera de nós, assim como Marta trabalhava, mas não agradava ao Mestre (Lc.10.40).
O que seria então o fruto? O antônimo da iniquidade. Não é apenas evitar o pecado, mas fazer algo positivo em seu lugar. "Cessai de fazer o mal e aprendei a fazer o bem..." (Is.1.16-17). O fruto do Espírito é o contrário das obras da carne (Gal.5.16-22). Podemos resumi-lo em duas palavras: santificação e amor. A santificação combate o pecado. O amor não nos deixa inativos, mas nos faz produzir.
Outra forma de definir o fruto é "aquilo que fazemos de bom por outras pessoas". O que eu fizer por mim mesmo não vale como fruto. Nenhuma árvore produz fruto para si mesma. Podemos comer e beber do melhor todos os dias, mas nada disso supera o valor de um copo d'água dado ao sedento (Mt.10.42).
Naquela parábola, o dono da vinha veio procurar o fruto e, não o achando, ficou decepcionado. A figueira é um símbolo de Israel e representava diretamente aqueles judeus aos quais Jesus contou a parábola. Em última instância, ela nos representa também, pois Deus tem a mesma expectativa a nosso respeito.
Não tendo achado o fruto almejado, o Senhor mandou cortar a figueira. Temos neste ponto a manifestação da justiça divina. Em seguida, ocorre a intercessão. O viticultor parece representar o Senhor Jesus, que é nosso advogado diante do Pai (IJo.2.1). Personificando o amor divino, ele clama: "Senhor, deixa-a mais este ano". Então, a execução judicial foi adiada.
Cada dia das nossas vidas é uma nova oportunidade. Se estamos ainda nesta terra, é porque não fomos cortados. Ainda podemos frutificar.
O viticultor se prontificou a cuidar da figueira, cavando em volta e adubando. O Senhor ainda se propõe a investir mais em nós. O processo pode ser difícil. Cavar em volta pode ser um procedimento incômodo que vêm romper com a dureza do solo e expor o que está oculto. O adubo pode não ser agradável, mas é necessário. Precisamos aprender com as coisas ruins que nos sobrevêm.
Que Deus nos ajude a reconhecer tais processos em nossas vidas, de tal maneira que não venhamos a rejeitar a divina intervenção.
A figueira ganhou tempo, mas uma nova avaliação já está marcada. O juízo final se aproxima. Precisamos frutificar enquanto Deus nos permite.
Jesus disse àqueles homens: "Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis" (Lc.13.5). O arrependimento é o primeiro fruto que o Senhor procura. Este foi o tema da pregação de João Batista e também do Senhor Jesus ao iniciar o seu ministério.
Arrependimento é conscientização, desejo, decisão e mudança. Que Deus nos ajude para que possamos produzir os frutos que ele procura em nós.

Autor: Pr.Anísio Renato de Andrade
www.anisiorenato.com

domingo, 9 de dezembro de 2012

CONTA AS BÊNÇÃOS


Muitos de nós, cristãos, não tomamos consciência do quanto Deus faz por nós todos os dias, a todo momento, simplesmente porque ainda não começamos a contar nossas bênçãos. As bênçãos de Deus sobre nós aumentam quando somos reconhecidos e gratos.
Embora atitude mental seja algo importante o tempo todo, ela é de suma importância em dois momentos do dia: quando nos deitamos para dormir e quando nos levantamos, ao acordar pela manhã. É muito importante orar com gratidão e “em tudo dar graças”, assim como ler as Escrituras à noite. Embora possa ser difícil, a hora estratégica  para dar graças é fazê-lo em primeiro lugar, pela manhã. Um neurocirurgião americano afirma que “o período mais importante do nosso dia são os primeiros trinta minutos após o despertar. O que pensamos durante esse tempo estabelece nosso padrão emocional para o resto do dia.” Isso se aplica particularmente aos madrugadores, pessoas que ficam sonolentas à noite, mas se levantam refeitas e bem despertas pela manhã. Os notívagos, pelo contrário, geralmente não se sentem bem dispostos no início do dia. De qualquer forma, as palavras do neurocirurgião mostram a importância da oração de agradecimento para iniciarmos nosso dia. O salmista nos ajuda, quando diz: “Esse é o dia que o Senhor fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele.” (Sl 118.24). Depois de iniciarmos nosso dia louvando aquele que nos criou, entreguemo-nos novamente a Ele, conforme diz Romanos 6.11-13, dizendo-lhe que estamos dispostos a partilhar nossa fé com os que Ele nos enviar. Entreguemos nossos lábios ao Espírito Santo e deixemos que Ele dirija a conversa. Andemos no Espírito e produziremos frutos para Deus. No momento em que sentirmos que entristecemos o Espírito Santo de Deus, confessemos o nosso pecado e peçamos o Seu perdão e a Sua plenitude. Se conseguirmos seguir estes passos, teremos nosso temperamento realmente transformado pelo poder que em nós estará operando, o poder do Espírito Santo.

Extraido do livro Temperamentos Transformados, 
de Tim LaHaye

Ao postar este texto, não pretendo fazer apologia ao poder da confissão positiva, poder da mente ou coisas do gênero. Apenas refletir sobre o fato de que tudo que temos vem de Deus. Todos os dias somos abençoados pela sua misericórdia e fidelidade (Lm 3.22-23). Sua palavra nos diz que tudo contribui juntamente para o nosso bem, segundo o Seu propósito (Rm 8.28). Todas as coisas, não apenas aquelas que consideramos boas, na nossa visão limitada. Sendo assim, precisamos aprender a ser gratos em todo tempo e por todas as coisas, ou como nos orienta Paulo, em 1 Ts 5.18 "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco". Penso que a melhor maneira de nos tornarmos crentes reconhecidos e não murmuradores, é criarmos o hábito, com disciplina, de todos os dias separar esse tempo para agradecer pelas bênçãos diárias. Estamos, alguns de nós, sempre dispostos a buscar Deus para pedir, mas infelizmente só lembramos de agradecer quando nos acontecem milagres sobrenaturais, quando todos os nossos dias estão repleto de milagres e bênçãos que muitas vezes nem sequer nos damos conta.

As Muitas Bençãos
Hinário Novo Cântico
(J. Oatman Jr. – E. R. Smart)
Se da vida as vagas procelosas são,
Se com desalento julgas tudo vão
Conta as muitas bênçãos, dize-as duma vez,
E verás surpreso quanto Deus já fez.
Conta as bênçãos, conta quantas são.
Recebidas da divina mão.
Uma a uma, dize-as de uma vez,
Hás de ver surpreso quanto Deus já fez.
Tens acaso mágoas, triste é teu lidar?
É a cruz pesada que tens de levar ?
Conta as muitas bênçãos! Logo exultarás,
E fortalecido, tudo vencerás!.
Quando vires outros com seu ouro e bens,
Lembra que tesouros prometidos tens
Nunca os bens da terra poderão comprar,
A mansão celeste que vais habitar..
Seja o teu combate longo ou breve aqui,
Não te desanimes, Deus será por ti!
Seu divino auxílio, minorando o mal,
Te dará consolo e galardão final.


domingo, 21 de outubro de 2012

ORE POR SEUS RELACIONAMENTOS


Nos relacionamentos, os ferimentos graves com frequência podem ser fatais. Mesmo quando as relações não são completamente destruídas, as feridas podem levar anos para cicatrizar. É mais fácil proteger nossos relacionamentos com oração do que consertá-los. A maneira como aprendemos a lidar, viver e interagir em nossos relacionamentos ao longo de nosso crescimento, será levada para a idade adulta e afeta cada um dos relacionamentos importantes que construirmos no presente. E talvez seja exatamente dessa forma que o inimigo das nossas almas tente destrui-los. Ore pedindo a Deus que a faça uma boa amiga para outras pessoas e lhe dê um coração puro e amoroso em todos os seus relacionamentos. Ore especialmente pelas pessoas com as quais você vive. A Bíblia diz que “TODA casa dividida contra si mesma não subsistirá.” (Mateus 12.25). Não é possível ter paz, se você está vivendo em discórdia com alguém em seu lar.
Não deixe seus relacionamentos por conta do acaso. Ore para que pessoas tementes a Deus venham fazer parte de sua vida. Pessoas com as quais você possa associar-se. Não force relacionamentos. Ore para eles acontecerem. Então, quando se iniciarem, cuide deles com orações. Isso não significa que você precisa ter uma multidão de amigos. Há uma grande força em um pequeno número de pessoas quando estão envolvidas e são firmes no Senhor. A qualidade de seus relacionamentos é mais importante do que a quantidade.
Ao longo de toda a sua vida, os relacionamentos serão essenciais para sua felicidade. Não é saudável ficar isolada, emocional ou espiritualmente. Os relacionamentos corretos a enriquecerão e lhe proporcionarão equilíbrio e perspectiva saudável. Pessoas tementes a Deus ajudam você a andar na direção certa, e a bondade delas será passada para você. A qualidade de seus relacionamentos determina a qualidade de sua vida. E isso é algo digno de se tornar motivo de oração.
Extraido do livro “O Poder da Mulher que Ora”
Editora Mundo Cristão
Autora- Stormie Omartian

 


sábado, 20 de outubro de 2012

NO MUNDO TEREIS AFLIÇÕES


É muito animador saber que assim como em qualquer aspecto da nossa vida há luzes e sombras, também na vida cristã existem vales e montanhas. Muitos pensam que depois de se tornarem crentes, automaticamente sua vida se tornará um glorioso jardim de delícias (muitos hoje até fazem desse pensamento uma falsa doutrina). Isso não é verdade. Pode ser que se torne até um jardim de aflições, como aconteceu com nosso Salvador, quando passou pelo Getsêmani. Não é possível a existência de montanhas sem vales, e, mesmo no alto da montanha podem ocorrer experiências duras.
Só porque o pastor já foi à nossa frente e providenciou todos os meios possíveis para a segurança e o bem estar de suas ovelhas pelo tempo em que estarão na pastagem de verão, não significa ausência de problemas ali. Os predadores podem atacar; ervas daninhas crescem ali também; tempestades e ventanias podem varrer os picos altos...Muitos acidentes podem acontecer no planalto.
Contudo, com seu amor e interesse por nós, Cristo ainda cuida para que tenhamos algumas alegrias em meio às nossas tristezas: dias felizes em meio a escuridão; dias ensolarados entre os sombrios.

Extraído de "Nada me Faltará"
de Phillip Keller
Editora Betânia

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Provérbios de Salomão



Filho meu, ouve a instrução de teu pai, e não deixes o ensino de tua mãe. Provérbios 1.8

Atualmente esse versículo do livro de Provérbios está sendo trocado pelos conselhos dos amigos, dos namorados, dos primos, enfim, de todos menos os dos pais. Na atualidade as novelas dão conselhos, os filmes dão conselhos, revistas dão conselhos, livros de auto-ajuda dão conselhos, mas a Bíblia e os pais são sempre os últimos a serem consultados.
Como resultado temos diversas situações que tem sido evidenciadas em jornais, revistas e na televisão nas quais jovens têm engravidado, se afundado em drogas, sendo presos, têm dado fim às próprias vidas, não diretamente, mas de uma maneira lenta que começa quando não dão ouvidos ao “Não faça isso meu filho”.
Muitas vezes ficamos implicados com nossos pais, pois eles não nos deixam fazer as coisas que queremos. Porém, não levamos em conta as inúmeras experiências que eles adquiriram com seus vários anos de vida a mais que os nossos. Não levamos em conta que nossos pais querem apenas nosso bem, embora, em várias situações, eles não saibam como expressar isso; mas querem nos proporcionar o melhor da vida.
Entretanto, os “amigos” sempre nos apóiam. Eles sempre têm novidades do mundo, novidades da vida noturna, novidades de bebidas e entorpecentes, mas nunca uma novidade que nos desagrade. Apenas quando estamos no mais fundo do poço eles dizem que não querem mais nada conosco. Nesse momento, as únicas pessoas que estendem a mão para nós são aqueles a quem não dávamos ouvido, os pais.
Portanto, você filho que tem deixado de lado as palavras de carinho e cuidado dos pais, pensando que é apenas uma implicância, pare e leia os jornais vendo o que tem ocorrido no mundo de hoje com pessoas cada vez mais jovens. Mas peço que você leia principalmente a Bíblia e perceba que a submissão não é uma tortura, mas, sim, uma forma de direcionamento para uma vida plena, próspera e feliz.
Medite no que encontramos no livro de Lucas 11.11: “E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente?” Quando meditar nisso de todo seu coração vai perceber que não pode deixar que festas e baladas noturnas sejam mais importantes que um conselho ou um pedido carinhoso de uma mãe ou um pai.

Carinhosamente em Cristo,

Breno Amaral
 Fonte: lagoinha.com 

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ORAÇÃO PEDINDO DILIGÊNCIA


"Concede-me, ó Deus, essa grande liberdade de pensamento que me capacite a seguir e a obedecer a Jesus com um coração puro, estando sempre preparada e disposta a obedecer a seus preceitos. E me concede também ajuda para adquirir aquela prudência perfeita, grande pureza, total separação do mundo, muita liberdade e uma fé firme e inabalável no Senhor Jesus que me capacite a dirigir os assuntos comuns a vida, de tal maneira que eu não use mal nem de maneira negligente o desenvolvimento dos meus talentos; para ser zelosa sem avareza; diligente sem ansiedade; tão exata em cada detalhe das minhas atitudes como se o sucesso dependesse disso, e ainda assim, totalmente disposta a entregar todos os acontecimentos nas Tuas mãos, atribuindo-te todo o louvor de cada boa obra. Amém."

Susanna Wesley

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PRECISANDO DE COLO


Algumas vezes, o sentimento que temos é que nossa alma precisa de colo. Ela está cansada, inquieta e aflita.
São tantas as pressões, tantas as demandas, as cobranças, os jugos e as importunações que a alma sofre, que há momentos em que ela pede sossego.
Não há como viver, o tempo todo, competindo por um espaço, correspondendo às expectativas das pessoas, provando algo para si mesmo ou para os outros, realizando proezas e desempenhando mil e um papéis, sem ficar cansado e exaurido.
 
Isaías disse que até os jovens se cansam e de exaustos caem. É humano. É normal. Ninguém resiste a tanta pressão sem que a alma se esgote, em algum momento da caminhada.

É aí que, no Salmo 131, o salmista escreve que assim como uma criança desmamada nos braços de sua mãe, assim é a sua alma para com ele. Ele vai adiante, e diz que faz sossegar e aquietar a sua alma , da mesma forma como essa mãe faz com a criança que ela amamenta.
A figura é de uma criança que acorda, inquieta, agitada e chorosa. A mãe a coloca no colo e a amamenta. Quando ela, finalmente, se sacia; a mãe a nina e a faz dormir, novamente. O salmista diz que é desta forma que ele trata a sua alma.
Ele não a maltrata, não a ignora, não bate nela, não a violenta, não a pressiona ainda mais; mas acalenta e aquieta. Sabe que não se resolve um problema negando que ele exista. Não se cura uma doença - seja ela física, psíquica ou emocional - fingindo que ela não está lá. É preciso aquietar a alma. É preciso ouvir o choro dela e acalmá-la.
Davi perguntava à sua alma: "Por que estás abatida, ó minha alma? E, por que te perturbas dentro em mim? Espera em Deus, pois, ainda, o louvarei; a Ele, Rei meu e Deus meu".
A verdade é que essa é a única forma de sobreviver às pressões de um mundo como o nosso. Chega um momento em que precisamos questionar se é preciso mesmo tanta "vaidade e correr atrás do vento".
Jesus disse que a vida é mais que o alimento e o corpo mais que o vestuário. Ou seja, eu sou mais que aquilo que eu preciso para viver. Eu sou mais do que aquilo que eu produzo ou realizo. Porque eu sou alguém criado à imagem e semelhança de Deus. Eu tenho em mim a imago Dei - a imagem de Deus.
E é só quando eu começo a perceber que a minha vida vale mais que todas as demandas que a sociedade quer me impor, que sou livre para escolher o caminho que vou seguir, com a graça e a sabedoria de Deus.
Eu não tenho nada a provar, nada a merecer, nada a demonstrar. Sou aceito em Jesus. Sou amado por Deus. Minha vida pertence a Ele. E posso viver na certeza que Ele cuida de mim.
É aí que vou estudar, trabalhar, construir e realizar; mas não numa busca neurótica de sucesso ou realizações mirabolantes, mas na paz de quem segue aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.
É só na presença calma e amiga de Deus que consigo fazer calar e sossegar a minha alma. É só em Sua luz que eu vejo a luz. É só nEle que encontro descanso para a minha alma.
Quando Elias estava na caverna, no monte Horebe, Deus veio a Ele como um sussurro suave que perguntava ao seu coração: Que fazes aqui, Elias? Por que você está querendo desistir da vida? Será que não é porque você se esgotou no caminho? Mas, a vida não acabou. Sua vida é mais que um relacionamento, uma pessoa que você gostava, um emprego, um sonho pessoal ou uma atividade na igreja. Você é alguém em si mesmo. Então, acalme sua alma e olhe para a vida com outros olhos. A vida continua.
Jesus disse: "Venham a mim, todos vocês que estão cansados e sobrecarregados, e eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, porque eu sou manso e humilde de coração e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. "
De que adianta tanta aparência? De que adianta tanta briga? Pra que tanta disputa? Para que ser o melhor de todos, em tudo, o tempo todo? Por que tanto desgaste e competição insana? Jesus é manso e humilde de coração. Que tal seguirmos Seu exemplo? Com certeza, vamos encontrar paz e sossego para a nossa alma.
 Pr. Paulo Cardoso

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

FAZEI ISTO EM MEMÓRIA



Randy K. Kilgore

…e, tendo dado graças, [Jesus] o partiu e disse: Isto é o meu corpo, que é dado
por vós… —1 Coríntios 11:24
Quando um navio da Marinha dos EUA chega ou parte das bases militares de Pearl
Harbor, a tripulação desse navio se perfila em uniforme de gala. Eles ficam em
posição de sentido, afastados pela distância de um braço, nas bordas do convés,
em saudação aos soldados, marinheiros e civis que morreram no dia 7 de dezembro
de 1941. Essa é uma visão tocante; frequentemente, os participantes a mencionam
dentre os momentos mais memoráveis da sua carreira militar.
Até mesmo para os espectadores em terra firme, a saudação desencadeia uma
incrível conexão emocional, mas especialmente entre os que servem hoje e os que
serviram no passado. Ele atribui nobreza ao trabalho do marinheiro de hoje e
dignidade ao sacrifício daqueles do passado.
Quando Jesus instituiu a Ceia do Senhor (Mateus 26:26-29), certamente visava
criar esse mesmo tipo de ligação emocional. Nossa participação na Mesa do
Senhor honra o Seu sacrifício enquanto nos concede uma conexão com Ele,
diferente de qualquer outra recordação que tenhamos.
Do mesmo modo que a Marinha determina cuidadosamente a maneira como saúda os
caídos em combate, a Escritura nos ensina como nos recordarmos do sacrifício de
Jesus (1 Coríntios 11:26-28). Estes atos de reverência e ação de graças servem
para honrar ações do passado e ao mesmo tempo conferir um propósito ao serviço
atual.

Para nós, a Ceia do Senhor é um memorial
deixado por Cristo.

Extraído pelo Pr. Ronaldo de Assis

.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

UTILIZE SEU POTENCIAL - 7


"Devendo já ser mestres, pelo tempo, ainda necessitais que alguém vos ensine os rudimentos da palavra de Deus" - Heb.5.11.
O Senhor nos deu capacidade para realizarmos muito em sua obra e ele espera que o façamos. Porém, não vai esperar para sempre. Ele tem a eternidade à sua disposição, mas nós, enquanto seres mortais, não temos.
Pelo tempo transcorrido, os hebreus, a quem foi dirigida a epístola que leva seu nome, já deveriam ser mestres na palavra de Deus. Entretanto, estavam atrasados por causa da negligência. Devendo estar trabalhando, ainda davam trabalho.
Certa vez, Jesus contou a seguinte parábola: "Um homem tinha uma figueira plantada na sua vinha; e indo procurar fruto nela, não o achou. Disse então ao viticultor: Eis que há três anos venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a; para quê ocupa ela ainda a terra inutilmente? Respondeu-lhe ele: Senhor, deixa-a este ano ainda, até que eu cave em derredor, e lhe deite adubo; e se no futuro der fruto, bem; mas, se não, cortá-la-ás" (Lc.13.6-9).
Observe que a figueira estava no meio da vinha, que não era seu lugar. Sua simples permanência ali mostrava a misericórdia daquele proprietário. Apesar disso, a árvore não frutificava. Foi lhe dado então mais um prazo de um ano para produzir. O dono da vinha não esperaria eternamente.
A árvore que não produz bom fruto será cortada (Mt.3.10). Isto não significa, necessariamente, que ela esteja produzindo frutos maus. Ela pode, simplesmente, ser infrutífera. De qualquer modo, será cortada.
Existe um prazo determinado para a utilização do nosso potencial. Ele não será eterno. Existe um período de validade. Assim como, sob o aspecto natural, o ser humano em idade muito avançada não pode ter filhos, espiritualmente também existe um tempo de fertilidade para a concretização dos propósitos de Deus em nossas vidas.
O fruto e a semente devem ser aproveitados dentro de um prazo limitado. Depois disso, vai-se o sabor e finda-se a fertilidade.
Há tempo para tudo debaixo do sol: tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou (Ec.3.1-8).
Salomão escreveu também: "Semeia pela manhã a tua semente" (Ec.11.6). Não podemos deixar para mais tarde o que sabemos que deve ser feito agora.
Não podemos permitir que aconteça conosco o que ocorreu com os contemporâneos de Jeremias, conforme está escrito: "Passou a cega, findou o verão, e não estamos salvos" (Jr.8.20). Eles perderam todas as oportunidades e não usaram seu potencial.
Temos a tendência de adiar nossos propósitos. Dizemos que "ainda não chegou o tempo de edificarmos a casa do Senhor" (Ag.1.2), ou que "faltam ainda quatro meses para a ceifa". Entretanto, Jesus diz: "levantai os vossos olhos e vede os campos, que JÁ estão brancos para a ceifa" (João 4.35).
Em todas as áreas da vida existe o tempo para começar e para terminar. Quem começa quando deveria estar acabando pode não ter tempo para alcançar seu objetivo. Se eu, que nunca me dediquei ao futebol, resolver começar uma carreira como jogador profissional aos 38 anos de idade, serei apenas mais um fracassado.
Existe o tempo apropriado para cada propósito. Algumas coisas devem ser começadas bem cedo ou pelo menos devem ser tomadas atitudes no sentido da preparação daquilo que será realizado quanto chegar a época apropriada.
Por isso está escrito: "Ensina o menino no caminho em que deve andar; porque, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Pv.22.12). Depois de escolhido um caminho, pode difícil mudar para outro, embora nem sempre seja impossível.
"Lembra-te do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas, e as portas da rua se fecharem; quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas; como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna, e o pó volte à terra como era, e o espírito volte a Deus que o deu" (Ec.12.1-7).
Na velhice, será tarde demais para alguém começar a desenvolver ou utilizar plenamente seu potencial. Por outro lado, o idoso poderá ser muito útil se o seu estado atual for o ápice de um potencial bem desenvolvido durante toda a vida.
Jeremias escreveu: "Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente, e maldito aquele que preservar do sangue a sua espada! Moabe tem estado descansando desde a sua mocidade, e tem repousado como vinho sobre as fezes; não foi deitado de vasilha em vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso permanece nele o seu sabor, e o seu cheiro não se altera. Portanto, eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que lhe enviarei derramadores que o derramarão; e despejarão as suas vasilhas, e despedaçarão os seus jarros" (Jr.48.10-12).
Moabe esteve descansando desde a sua mocidade, repousando antes do tempo, descansando sem haver trabalhado. Seu potencial não foi utilizado. No texto de Jeremias, Deus é quem faz esta avaliação, assim como avaliou as igrejas em Apocalipse. Avaliemos nossa vida para não sermos julgados pelo Senhor. Ele haveria de enviar derramadores contra Moabe e o resultado final seria um grande prejuízo.
Não podemos deixar o tempo passar sem que o utilizemos de modo sábio. "Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação" (IICo.6.2).

Prof. Anísio Renato de Andrade


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

UTILIZE SEU POTENCIAL - 6


"Eu vos escolhi, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça" - João 15.16
Deus deseja que sejamos úteis, férteis e abundantes em sua obra, mas, para isso, precisamos identificar nossos talentos e nossa área de atuação. Muitas pessoas vivem na dúvida em relação a isso, como se estivessem paradas em um cruzamento, sem saberem o rumo a ser seguido.
Como descobrir a vocação, o dom e o ministério?
Experimentação - "Tudo quanto te vier à mão para fazer, faze-o conforme as tuas forças" (Ec.9.10). Quem está começando na obra de Deus tem oportunidade para fazer um pouco de tudo. Em se tratando de tarefas naturais, esta pode ser uma forma de descobrir sua afinidade com alguma função dentro da igreja ou opção profissional. Para isso é necessário disposição. Quem foge do trabalho nunca descobrirá o seu talento.
Gosto pessoal - Geralmente, seremos bons naquilo que gostamos de fazer. É verdade que Deus pode nos mandar realizar algo que não gostaríamos, mas creio que isto é a exceção e não a regra. O que você gosta de fazer? Isto pode ajudar na identificação da sua área de atuação. Por exemplo, quem gosta muito de trabalhar com crianças, poderá atuar nesta área na igreja.
Vontade - A função que almejamos será, provavelmente, a que corresponde ao nosso dom. Paulo escreveu a Timóteo: "Fiel é esta palavra: Se alguém aspira ao episcopado, excelente obra deseja" (ITm.3.1). Ele levou em consideração o desejo individual como fator importante na definição ministerial. A vontade de realizar determinado tipo de trabalho deve ser considerada, pois ninguém poderá ser coagido na obra de Deus. Porém, o querer, por si só, não garante a existência do dom. Por exemplo, muitos querem cantar e tocar sem, contudo, terem as mínimas condições para isso.
Opinião de outras pessoas - Este fator pode ser importante na identificação do dom, desde que não seja o único. É possível que os outros percebam um talento antes que a própria pessoa o reconheça. A opinião alheia também será importante para confirmar ou não o que cada um pensa de si mesmo. Nesse caso, é preferível o parecer de alguém que seja maduro, especialista no assunto, ou um líder na igreja. O fato de Paulo dizer a Timóteo: "Faze a obra de um evangelista" (II Tm.4.5), além de ser uma ordem, vale como uma opinião de peso na definição ministerial daquele jovem.
Revelação - Sabemos que Timóteo não poderia ter qualquer dúvida sobre o seu dom e ministério, pois o mesmo foi anunciado por meio de profecias, sendo confirmado pelo apóstolo Paulo e pelos presbíteros.
A revelação, por si, já é suficiente para a identificação do dom ou ministério. Será ainda melhor, se alguém tiver uma série destes fatores como evidências de sua vocação.
Identificado o dom, precisamos colocá-lo em ação
Para utilizarmos o potencial que Deus nos deu, alcançando crescimento e produção extraordinária, será necessário adquirirmos conhecimento na área específica em que vamos atuar. Em seguida, devemos empreender o máximo esforço e disciplina no trabalho constante, planejado, com determinação e diligência.
"Viste um homem diligente em sua obra? Perante os reis será posto, e não entre os homens de pequena sorte" (Pv.22.29).
O dom não vem com algum dispositivo automático para funcionar. Timóteo tinha potencial para o ministério, mas precisava "despertar o dom", "insistir em ler", "fazer a obra", "ter cuidado de si mesmo e da doutrina", etc (ITm.1.18; 4,7-16; IITm.1.6; 2.15,22-24; 3.14-17; 4.2; 4.5);
"De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou o que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria" (Rm.12.6-8).
Através da prática constante, a capacidade produz habilidade, que consiste no domínio da função exercida.
Qual é a motivação para utilizarmos nosso potencial?
Certa vez, Jesus disse ao povo: "Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui. Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus (Lc.12.15-21).
Aquele homem demonstrou que possuía visão para o crescimento e tomou providências nesse sentido. Entretanto, sua motivação era o egoísmo e seu campo de ação era apenas material.
É importante e necessário que desenvolvamos nossas capacidades naturais e profissionais. Contudo, não podemos relegar o reino de Deus a segundo plano, pois isto pode nos custar caro. Por outro lado, não podemos servir ao Reino com segundas intenções, visando o benefício material que isso possa nos trazer. O uso do nosso potencial deve ter como propósito a glória de Deus, o benefício do próximo e a salvação das almas.


Prof. Anísio Renato de Andrade

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

UTILIZE SEU POTENCIAL 5


"O povo que conhece o seu Deus se esforçará e fará proezas" - Dn.11.32.
A bíblia nos apresenta vários exemplos de pessoas que utilizaram a capacidade dada pelo Senhor, venceram suas próprias limitações e se tornaram heróis da fé.
José foi vendido como escravo, mas tornou-se governador do Egito, a maior nação daquela época.
Moisés nasceu como escravo, condenado à morte. Contudo, tornou-se profeta, legislador e juiz.
Davi era um simples pastor de ovelhas, o menor entre seus irmãos, mas chegou a ser o grande rei de Israel.
Nós também podemos ir muito além de onde fomos e fazer muito mais do que tudo o que fizemos até agora. O que somos não é o fim da nossa história. Avaliando nossa condição atual podemos ter diferentes sentimentos e atitudes. Podemos ficar satisfeitos e acomodados; podemos ficar insatisfeitos e viver reclamando, ou podemos transformar nossa insatisfação em iniciativas na direção do crescimento, como fez o filho pródigo, ao dizer: "Levantar-me-ei e irei ter com meu pai..."
É muito comum vermos as pessoas reclamando da vida, do emprego, do salário, do patrão e do governo. A maioria espera que, algum dia, as coisas melhorem. Entretanto, poucos são os que fazem algo para que a sua situação individual mude. Sabendo que temos um potencial imenso, não podemos simplesmente viver esperando que alguém faça o que podemos fazer.
O filho pródigo poderia aguardar o dia em que os porcos se tornassem mais limpos, o patrão fosse mais bondoso e lhe desse algumas alfarrobas. Podia ser até que elas tivessem um sabor melhor e um cheiro agradável... Nada disso. É hora de levantar e andar. Somos filhos de Deus. Temos um potencial extraordinário. A pocilga não é o nosso lar.
Como utilizar o nosso potencial?
Existem duas maneiras de desperdiçar a vida: fazendo nada ou tentando fazer tudo ao mesmo tempo. É como o caçador que, se não perseguir nenhum animal ou se tentar capturar todos de uma só vez, poderá fracassar do mesmo jeito. O melhor então é definir um alvo específico. Mas, qual deles, dentre tantos que se apresentam?
Por exemplo, um menino pode vir a ser engenheiro, médico, dentista, psicólogo, juiz, professor, advogado, atleta, piloto de avião, cientista ou vendedor de enciclopédia. Sua capacidade física e mental é suficiente para o exercício de qualquer uma dessas profissões. Entretanto, ele não pode se dedicar a todas ao mesmo tempo, e talvez não viva o suficiente para realizá-las de modo consecutivo. Outro erro seria o desprezo a todas estas possibilidades, deixando a vida passar inutilmente, ou ainda escolher uma alternativa e parar no meio do caminho, deixando de crescer tanto quanto poderia.
Portanto, é necessário que identifiquemos o dom que Deus nos deu, seja natural ou espiritual. Não conseguiremos realizar todas as coisas ao mesmo tempo, mas existe algo que podemos fazer e faremos de modo excelente. A abelha, inseto tão pequeno e frágil, destaca-se entre todos os seres vivos porque é a única espécie em todo o universo que tem a capacidade de produzir mel. O ser humano ainda não conseguiu imitar com perfeição tal substância.
Cada um de nós precisa descobrir sua área de atuação e deixar de gastar tempo excessivo com outras coisas, tarefas ou objetivos. Imagine se uma abelha resolvesse construir um casulo. De fato, ela não precisa disso e tem outras coisas para fazer, conforme o dom que Deus lhe deu.
"Pois assim como em um corpo temos muitos membros, e nem todos os membros têm a mesma função, assim nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros. De modo que, tendo diferentes dons segundo a graça que nos foi dada, se é profecia, seja ela segundo a medida da fé; se é ministério, seja em ministrar; se é ensinar, haja dedicação ao ensino; ou que exorta, use esse dom em exortar; o que reparte, faça-o com liberalidade; o que preside, com zelo; o que usa de misericórdia, com alegria" (Rm.12.4-8).
Seja na vida profissional ou ministerial, precisamos descobrir onde e como podemos usar nosso potencial de modo mais produtivo. Cada cristão precisa conhecer sua identidade enquanto membro do corpo de Cristo. Se o olho tentar falar, ele se sentirá inadequado e inútil. Será um fracasso. Se, porém, tentar enxergar, descobrirá sua real utilidade. Da mesma forma, algumas pessoas estão tentando exercer funções que não lhes são apropriadas. Por exemplo, alguém pode tentar pastorear quando, de fato, seu dom é voltado para o evangelismo.
"E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como pastores e mestres, tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef.4.11-12).
Jesus tinha plena consciência do propósito de sua vinda ao mundo. Ele disse:
"Eu não vim chamar justos, mas pecadores, ao arrependimento" (Lc.5.32).
"Não penseis que vim destruir a lei ou os profetas; não vim destruir, mas cumprir" (Mt.5.17).
"Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância (João 10.10).
"Eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo (João 12.47).
"Perguntou-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Respondeu Jesus: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade (João 18.37).
Sabendo a que veio e qual seria a hora certa para exercer seu ministério, Jesus não perderia tempo com outras atividades. Ele era bastante objetivo. O mesmo aconteceu depois com os apóstolos, inclusive com Paulo.
"Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho" (ICo.1.17).
"E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas" (At.6.2). Quando se recusaram a servirem às mesas das viúvas, os apóstolos podem ter sido considerados soberbos, arrogantes, etc, mas o que acontece é que eles tinham plena convicção do seu chamado. O desvio de função, naquele caso, poderia trazer danos permanentes para a igreja, que ficaria mal instruída na Palavra.
Identificada nossa área de atuação, devemos nos dedicar a ela de modo objetivo. Desta forma, nosso potencial será bem direcionado como a seiva de uma planta cujos galhos defeituosos foram podados. A objetividade no trabalho será favorável à quantidade e qualidade dos resultados.

 Pr. Anísio Renato de Andrade

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

UTILIZE SEU POTENCIAL - 4


Análise dos motivos que impedem o uso das capacidades individuais
Cada um de nós pode crescer muito nas mais diversas áreas, sejam naturais ou espirituais. Muitas vezes, isto não acontece, simplesmente porque ignoramos o poder que nos foi dado por Deus. Outras vezes, conhecemos nossas prerrogativas, mas desanimamos diante das dificuldades, reais ou imaginárias, tornando-nos como aquela semente que caiu entre as pedras e ficou infrutífera (Mt.13.20-21).
Vejamos alguns impedimentos ao desenvolvimento pessoal:
1- A falta de recursos - É difícil falar em utilização de potencial com alguém cujo maior desafio na vida é a própria sobrevivência. Refiro-me àqueles que vivem em extrema miséria, sem saber quando farão a próxima refeição.
Em situações menos extremas, a escassez de recursos materiais pode dificultar a execução de muitos projetos. Não podemos, porém, usar esse problema como justificativa para a inércia. Se não podemos fazer muito, não significa que estejamos absolutamente impedidos de realizar alguma coisa, por menor que seja.
Se não temos dinheiro para comprar uma granja, talvez possamos comprar uma galinha, que será o começo de tudo.
Por exemplo, a leitura pode ser de grande importância em nossas vidas e não depende apenas de dinheiro. Existem mais livros gratuitos à disposição do que pessoas dispostas a lê-los. São muitas as bibliotecas abertas ao público. E quantas vezes temos livros em casa, talvez a própria bíblia, mas não lemos.
Ocorre também o caso de pessoas com abundância de recursos, mas desprovidas da visão de um objetivo, ou simplesmente apegadas ao dinheiro, o que lhes impede de realizar algo de maior significado na vida.
2 - A preguiça é outro fator que trava a vida das pessoas. O preguiçoso pode não ser incapaz ou extremamente ignorante. Contudo, sua indisposição diante dos desafios cotidianos impede seu desenvolvimento. "Diz o preguiçoso: um leão está lá fora; serei morto no meio das ruas" (Pv.22.13). Ele sempre inventará uma desculpa para não se esforçar. O problema não está "lá fora", mas dentro dele.
Se alguém deseja utilizar seu potencial, deve estar disposto a enfrentar muito trabalho, pois nada de importante virá com facilidade.
3 - O medo - Muitos empreendimentos deixam de ser realizados por medo do fracasso, e isto acontece, principalmente, com aqueles que já tentaram uma vez e falharam. Aos 40 anos de idade, Moisés se levantou contra um egípcio para defender um hebreu. Matou aquele homem e fracassou em sua iniciativa a favor do seu povo. Muitos anos depois, Deus o manda voltar ao Egito para libertar Israel. Naquele momento, Moisés se considerava absolutamente inadequado para a missão, pois já falhara anteriormente. Entretanto, Deus insistiu com ele. Moisés voltou ao Egito, agindo em nome de Deus, com poder e autoridade, e o povo foi liberto.
O medo é algo natural, mas não podemos nos deixar vencer por ele. É claro que, em algumas situações, desconsiderá-lo pode ser estupidez, mas, em outras, recuar será sinal de covardia. Se fracassamos uma vez, não significa que acontecerá novamente.
Se o medo nos dominar, nem sairemos de casa. Aproveitando que estamos vivos, vamos agir. Toda iniciativa inclui o risco do fracasso, mas isto não pode nos deter. Corremos também o risco de sermos bem sucedidos, superando nossas expectativas. Afinal, a fé é oposta ao medo. "Porque Deus não nos deu espírito de temor, mas de poder, de amor e de moderação" (IITm.1.7).
4- A Auto-preservação - A utilização do nosso potencial inclui investimentos, desgastes, gastos e até algum prejuízo aparente. Para conseguirmos algo grande, talvez precisaremos abrir mão de alguma coisa pequena que já está em nosso poder (Mt.13.46). Muitos vacilam diante de tais desafios. Pode ser mais cômodo manter o status atual, ainda que medíocre. Vejamos o que escreveu Jeremias:
"Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente, e maldito aquele que preservar do sangue a sua espada! Moabe tem estado descansando desde a sua mocidade, e tem repousado como vinho sobre as fezes; não foi deitado de vasilha em vasilha, nem foi para o cativeiro; por isso permanece nele o seu sabor, e o seu cheiro não se altera. Portanto, eis que os dias vêm, diz o Senhor, em que lhe enviarei derramadores que o derramarão; e despejarão as suas vasilhas, e despedaçarão os seus jarros". (Jr.48.10-12).
Moabe adotou uma postura de omissão, deixando que outros fizessem o precisava ser feito, deixando que outros contribuíssem e se esforçassem. Com isso, preservou seus recursos, mas, em compensação, deixou de desenvolver e utilizar seu potencial. Ser negligente é se omitir, procurando fazer o mínimo para Deus, ou, de preferência, nada.
Aquele povo evitou situações de confronto, esquivou-se do cativeiro. Tais atitudes, à primeira vista, podem ser consideradas positivas. Contudo, fugir dos problemas também é uma forma de evitar o crescimento pessoal. Não é que vamos causar problemas, mas sim encarar de frente os que surgirem, no sentido de solucioná-los. A fuga por antecipação faz com muitos evitem o ministério, a profissão, o casamento ou a paternidade.
5 - O perfeccionismo - Muitas pessoas sabem o que podem fazer e onde querem chegar, mas pretendem realizá-lo só quando as condições forem ideais. É provável que jamais realizem algo, pois sempre falta algum elemento no cenário. É como aquele indivíduo que depende das nuvens e do vento para semear (Ec.11.4).
Não devemos ser relaxados nem perfeccionistas. É normal que iniciemos nossos projetos de modo simples, começando de baixo. Em seguida, procuraremos o aprimoramento constante rumo à excelência.
Aquele que espera um emprego extraordinário para iniciar sua carreira profissional, dificilmente iniciará. 6 - Pecados e embaraços. "Portanto, nós também, que estamos rodeados de tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com perseverança a carreira que nos está proposta" (Heb.12.1).
Um atleta, por mais preparado que esteja, não pode correr amarrado ou sobrecarregado com pesos.
O pecado funciona como um dreno para o nosso potencial. Se nos entregarmos a ele, estaremos impossibilitados de exercer nossa missão. Seríamos como o jogador que gastou sua energia com tantas atividades que não conseguiu praticar seu esporte.
O embaraço, por sua vez, nem sempre é pecaminoso. Pode ser, simplesmente, a perda de tempo com coisas menores. Seria um erro na definição de prioridades. Parece algo inofensivo, mas é muito prejudicial.
Configura-se então a situação das sementes que caíram entre os espinhos. Foram sufocadas e não desenvolveram seu potencial (Mt.13.7). Foi o caso daquele homem que, sendo chamado para seguir Jesus, disse: "Deixa-me primeiro ir sepultar meu pai" (Mt.8.21), ou ainda como os convidados, na parábola da grande ceia, que se embaraçaram com tantas coisas, que não puderam comparecer ao banquete do rei. Seus impedimentos foram: o casamento, o campo e a junta de bois (Mt.22.1). Tais coisas não são, em si mesmas, pecaminosas, mas foram prejudiciais quando colocadas em primeiro lugar. É o caso de quem usa o casamento, os filhos ou o trabalho como desculpas para não irem à igreja ou não servirem a Deus de alguma forma.
Paulo escreveu aos Gálatas: "Vós corríeis bem; quem vos impediu de continuardes a obedecer à verdade"? (Gl.5.7). É necessário que cada um avalie sua própria situação, suas dificuldades, seus impedimentos, e o que pode ser feito de imediato para superá-los. No meio da tempestade, quando um navio está sobrecarregado e ameaça afundar, muitas coisas são lançadas ao mar (Jn.1.5; At.27.18,19,38). Existem aquelas que não podem ser descartadas, mas podem ser reorganizadas, de modo que o peso seja distribuído de forma mais equilibrada. É preciso que nossas vidas sejam arranjadas de tal forma que, além evitarmos o naufrágio, possamos utilizar nosso potencial, alcançando os alvos que Deus tem para nós.

Em caso de utilização impressa do presente material, favor mencionar o nome do autor:
Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia.
Professor
do Steb - Seminário Teológico Evangélico do Brasil
e do Sebemge - Seminário Batista do Estado de Minas Gerais
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domingo, 27 de novembro de 2011

UTILIZE SEU POTENCIAL - 3


Quais serão os motivos da inércia e do retrocesso em diversos aspectos da vida?Como podemos parar de caminhar antes de chegarmos ao nosso destino? Não seria algo normal, mas é o que acontece com muitas pessoas que se sentem satisfeitas por terem percorrido metade da jornada. Temos condições para ir muito além, mas, por diversos motivos, deixamos de fazê-lo, desperdiçando a capacidade que o Senhor nos deu.
Muitas pessoas ignoram tanto sua própria capacidade quanto o poder de Deus.
Certo homem, visitando as instalações de um circo, viu um grande elefante amarrado por uma corda, cuja ponta se prendia a uma pequena estaca. Aproximando-se daquele que cuidava dos animais, perguntou-lhe: "Por quê um animal tão forte não arranca este pequeno pedaço de madeira que o prende". Respondeu-lhe o domador: "Ele não sabe que consegue. Quando ainda era filhote, eu o prendi à estaca, que era maior do que ele. Então, o elefantinho se debateu durante muitas horas, tentando se soltar. Aos poucos acostumou-se e nunca mais tentou fugir, mesmo depois de adulto".
Assim acontece aos seres humanos. Falta-lhes a consciência de sua identidade e potencial. Lembremo-nos de que até homens como Moisés (Ex.3.11), Gideão (Jz.6.15) e Jeremias (Jr.1.6) se esquivaram inicialmente diante do chamado divino porque não se consideravam capazes ou adequados para a missão.
A bíblia diz que somos filhos de Deus. Assim, como aconteceu com o filho pródigo (Lc.15.17-20), precisamos nos conscientizar da nossa herança, nossos direitos e prerrogativas, não num sentido egoísta, mas no propósito de sermos canais do extraordinário poder de Deus para abençoar muitas pessoas.
Paulo perguntou aos coríntios: "Não sabeis que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós"? (ICo.3.16). A falta do conhecimento de quem somos e do que podemos realizar torna-se um empecilho à obra de Deus através de nós.
Alguns deixam de usar seu potencial porque receberam algo de Deus ou fizeram alguma coisa para ele e pensam que tenha sido o suficiente.
Receberam migalhas e pensam que já é o pão. Nossas experiências espirituais são maravilhosas, mas não podemos permitir que elas sejam nossa estação final. Não podemos ficar tão deslumbrados a ponto de não buscarmos nada mais da parte de Deus. Alguns receberam um dom espiritual e pensam que aquele seria o único para o resto de suas vidas. Paulo escreveu aos coríntios: "Aquele que fala em línguas, ore para que possa interpretar" (ICor.14.13). O Senhor quer fazer muito mais através de nós, mas precisamos pedir, bater à porta e buscar a sua face (Mt.7.7).
"A alma farta pisa os favos de mel, mas para a alma faminta, todo amargo é doce" (Pv.27.7). Não sejamos fartos das coisas de Deus antes do tempo, porque, por mais que tenhamos recebido, isto ainda é pouco diante daquilo que ele tem para nós. Precisamos ter fome e sede da justiça de Deus e de tudo o que ele quer nos dar (Mt.5.6). Esta é uma condição essencial para o nosso crescimento espiritual.
Se ganhamos uma alma para Cristo, podemos ganhar muitas outras. Se oramos por alguém, podemos orar por muitas outras pessoas. Se jejuamos um dia, podemos jejuar dois. Se realizamos algo pelo reino de Deus, podemos fazer muito mais. Jesus espera que façamos obras maiores do que aquelas que ele fez (João 14.12). Vemos, portanto, a grande expectativa que ele tem a nosso respeito.
Alguns foram detidos em sua caminhada porque deram ouvidos às pessoas erradas.
Em qualquer situação, encontraremos conselhos de vários tipos. Alguns deles serão desestimulantes, como aconteceu com o cego de Jericó. Ele não enxergava, mas tinha um potencial, tinha olhos. Precisava, porém, de um toque divino. Primeiro, ele ouviu dizer que Jesus estava passando por ali. Então resolveu gritar a plenos pulmões: "Jesus, Filho de Davi, tem compaixão de mim". Então, outras vozes surgiram, mandando que ele se calasse. É sempre assim. Muitos daqueles que enxergam, não querem ouvir os brados do cego (Mc.10.46-52). Quem já tem uma boa condição na vida, prefere que os menos favorecidos se calem e se conformem com seu estado. Outros, que também estão em situação ruim, não querem ficar para trás. Então, preferem que todos continuem onde estão.
Quando Neemias reconstruía as muralhas de Jerusalém, os inimigos se levantaram com um ataque verbal, dizendo: "Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas? Ainda que edifiquem, vindo uma raposa derrubará o seu muro de pedra" (Nee.4.1-3). Para combater um servo de Deus, a primeira estratégia do inimigo sempre será o uso de palavras destrutivas. E, às vezes, ele não precisa utilizar sua próxima arma, pois muitos caem com um simples grito ou com uma crítica suave. Ainda hoje, ele tenta nos desanimar quando buscamos o crescimento e, principalmente, quando estamos no meio da tribulação. Nessa hora, ele sempre tem um conselho que parece lógico e sensato, pois mostra uma possibilidade de alívio imediato através da desistência, quando o propósito de Deus é que fiquemos firmes em nossa luta, pois temos potencial para isso e muito mais. O inimigo queria que Cristo desistisse da cruz, ou que descesse dela, mas o propósito do Pai ia muito além, envolvendo a morte e a ressurreição (Mt.16.21-23; Mt.27.40).
Hoje, ouviremos muitas vozes que querem nos fazer recuar. Elas dizem: "Não precisa tanto... Deus não quer sacrifícios... Pra quê ir ao culto de novo? Pra quê contribuir tanto? Que desperdício... Você tem que aproveitar a vida..." O repertório é vasto, mas não se deixe levar por palavras de destruição que podem vir, inclusive, em forma de elogio. Se alguém disser que você já alcançou uma excelente posição, não acredite. Continue crescendo.
Outros não usam seu potencial porque foram subornados pelo Diabo.
O suborno é uma forma de desviar alguém de suas responsabilidades e funções. É um modo de vender o que não está à venda, negociando o inegociável. O inimigo tentou usar esta estratégia com Cristo ao oferecer-lhe os reinos do mundo com toda a sua glória, dizendo, "tudo isto te darei, se, prostrado, me adorares" (Mt.4.8-9). Se Jesus se deixasse seduzir, seu potencial deixaria de ser usado, sua obra estaria comprometida. Ele deixaria de fazer o que fez e ser o que foi em seu ministério terreno.
Outros personagens bíblicos não foram tão felizes e aceitaram propostas que destruíram suas vidas:
- Esaú poderia ter sido um grande patriarca de Israel. O Senhor então se apresentaria como "Deus de Abraão, de Isaque e de Esaú". Entretanto, um prato de lentilhas jogou tudo por terra (Gn.25.27-34).
- Balaão era um homem à frente do seu povo e do seu tempo, um profeta verdadeiro, embora gentio, numa época em que os servos de Deus eram, geralmente, israelitas. Porém, seu ministério foi encerrado por causa de um suborno. Ele se deixou levar pelo amor ao dinheiro (Nm.22).
- Geasi poderia ter sido um grande profeta, sucessor de Eliseu, mas sua carreira foi encerrada pela força sedutora dos bens materiais (IIRs.5.15-27). - Judas Iscariotes poderia ter sido um grande apóstolo de Jesus, mas perdeu o ministério e a vida depois de vender o Mestre por trinta moedas de prata (Mt.26.14-16).
Estes são alguns exemplos de pessoas que deixaram de usar o potencial que possuíam, porque caíram em um laço mortal.
Ainda hoje, o Inimigo continua usando a mesma estratégia. Quantos músicos deixaram de tocar ou cantar na igreja porque receberam uma proposta interessante lá fora! Quantos perderam seus ministérios porque foram seduzidos pelos atrativos pecaminosos do mundo!
Além de usar nosso potencial, precisamos preservá-lo do mal que nos assedia como as raposinhas que saltam sobre as vinhas em flor (Ct.2.15). Caindo a flor, não haverá fruto.
O Inimigo tenta agir com a maior antecedência possível. Ele tentou matar Jesus antes que ele completasse 3 anos de idade (Mt.2.16; Ap.12.4-5), mas o Pai o protegeu até que se tornasse um adulto e cumprisse o seu ministério. Da mesma forma, somos atacados insistentemente pelo adversário, mas, permanecendo fiéis ao Senhor, somos mais do que vencedores.
Nosso potencial será utilizado, de forma poderosa, produzindo muitos frutos para a glória de Deus.
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Anísio Renato de Andrade – Bacharel em Teologia. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Série - UTILIZE SEU POTENCIAL



PODEMOS IR ALÉM DE ONDE FOMOS E FAZER MUITO MAIS DO QUE JÁ FIZEMOS


"Criou Deus, pois, o homem, à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. E Deus os abençoou e lhes disse: Crescei e multiplicai-vos, enchei a terra..." (Gn.1.27-28).
Ao criar o primeiro homem e a primeira mulher, Deus começou o que não podíamos começar. Cabe, porém, a nós a continuidade expressa na ordem: "Crescei e multiplicai-vos". Além da questão reprodutiva, presente no texto, podemos perceber ali princípios permanentes que podem ser aplicados em diversas áreas da nossa vida. Deus determinou um objetivo, uma missão: encher a terra, mas, antes disso, deu a bênção, que incluía o potencial necessário para que o homem pudesse concretizar a vontade divina. Entretanto, se essa capacidade, esse poder, deixasse de ser usado, Adão e Eva ficariam sós, no mesmo lugar, para sempre.
Muitas vezes, assumimos o papel de expectadores, querendo que Deus faça tudo, quando, de fato, o que falta é a nossa parte. Queremos que ele visite os hospitais e os presídios, quando nós é que deveríamos visitar. Queremos a conversão da almas, mas deixamos de evangelizar. Algumas bênçãos que pedimos não são dadas porque elas devem ser fruto do nosso próprio trabalho.
Mesmo que o pecado não acontecesse, o homem precisaria sair do jardim um dia. Ele não seria expulso, nem teria o caminho de volta bloqueado, mas seria necessária sua ida a outros lugares. Afinal, sua autoridade era sobre toda a terra (Gn.1.28) e não apenas sobre o Éden.
O jardim era um lugar de delícias, com todo suprimento, conforto e felicidade. Contudo, havia muito mais a se fazer para que o objetivo fosse cumprido. Qual é o seu paraíso? Muitas pessoas permanecem definitivamente na casa dos pais, na cidade natal, etc. Talvez seja necessário sair do jardim, no tempo certo, sob a direção de Deus, para alcançar o mundo. É preciso coragem para sair da zona de conforto, enfrentando novos desafios e dificuldades. Existe um grande potencial em cada um de nós que precisa ser utilizado. Não podemos desperdiçá-lo.
A ordem divina, que lemos em Gênesis 1, expressa também o limite da autoridade humana. Deus não nos deu o domínio do universo, mas da terra. No entanto, nós estabelecemos limites muito mais restritos para a nossa ação. Foi o que aconteceu com os homens de Sinear, quando decidiram se fixar em uma planície, onde construiríam uma torre. Deus os dispersou para que o processo de conquista da terra continuasse (Gn.11). Queremos morar no vale, mas Deus quer que subamos às montanhas.
Podemos ir além de onde fomos e fazer muito mais do que já fizemos, porque existe em nós um potencial maior do que possamos imaginar. A proposta bíblica para nós é: plenitude (Rm.15.29; Ef.3.19; 4.13; Col.2.2). Não podemos nos contentar com menos do que isso no que diz respeito a tudo o que possa ser feito para a glória de Deus através de nós.
Ao vermos uma lagarta, podemos sentir nojo. Não a valorizamos nem desejamos tocá-la. Contudo, ela tem dentro de si o potencial para se tornar uma linda borboleta.
Uma pequena semente pode ser desprezada, mas tem dentro de si a capacidade para se tornar uma grande árvore e produzir muitos frutos.
O barro espalhado pelo chão é sinônimo de sujeira, mas, nas mãos do oleiro, pode se tornar uma obra de arte caríssima.
Cada um de nós deve se conscientizar da capacidade que Deus nos deu. Precisamos vislumbrar o que ainda podemos ser e fazer. Precisamos sê-lo, enquanto é tempo.
Basta olharmos para as grandes realizações da humanidade para termos uma idéia do espantoso potencial do ser humano. Sua inteligência e criatividade sempre superam suas próprias expectativas. Entretanto, é relativamente pequeno o número de pessoas que exploram a fundo suas capacidades. A esmagadora maioria vive como a larva que nunca voou. Lagarta e borboleta não são espécies distintas, assim como os grandes homens da história ou os heróis da bíblia não são diferentes de nós em termos de capacidade mental (Tg.5.17). O que acontece é que eles foram além de seus limites aparentes, enquanto a maioria de nós permanece eternamente na mediocridade.
Sob o aspecto natural, cada pessoa pode fazer muito mais do que já fez. Precisa acreditar nisso e agir, investindo em si mesmo, trabalhando e crescendo.
Se o homem natural pode fazer tanto, o que dizer do espiritual? Se o potencial humano já é imenso, o que acontecerá se for incrementado pelo potencial divino? Esta é a possibilidade apresentada pelo cristianismo. Deus deseja se manifestar através dos homens. Ele não precisa disso, mas quis nos dar esta honra. Seria como juntar pólvora e fogo. O resultado é uma explosão. No reino de Deus, não podemos fazer nada sem ele, mas, se tivermos a ação do seu Espírito em nós, não haverá limites para as nossas realizações. Deus é "poderoso para fazer tudo, muito mais, abundantemente, além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera" (Ef.3.20).
Na disputa com os profetas de Baal (IRs.18), Elias construiu um altar e colocou sobre ele o sacrifício. Depois, Deus enviou fogo do céu para consumir o holocausto. Se queremos fogo divino, precisamos construir o altar. Existe muito que podemos fazer na busca ao Senhor. Ele responderá com poder. O potencial divino trabalha neste mundo junto com o potencial humano. Às vezes, queremos que Deus construa o altar. Ajoelhamos, oramos e esperamos. Queremos ver as pedras saindo do lugar, quando nós é que deveríamos movê-las.
Se temos forças para caminhar, não podemos ficar parados. Em qualquer área da nossa vida, o caminho para a excelência é muito longo, mas precisamos dar o próximo passo, sem demora. O tempo passa rapidamente. Um dia, olharemos para trás e faremos um balanço da nossa vida. O que teremos realizado? O tempo é agora. Levantemo-nos para agir, utilizando o potencial que Deus nos deu.


Autor:  Prof. Anísio Renato de Andrade

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