Ouço, recebo, leio, vejo, vivo e compartilho: Textos bíblicos, vídeos, mensagens, testemunhos, reflexões e estudos de vários autores, e muito mais da Palavra de Deus, para a minha e para a sua edificação espiritual...



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domingo, 14 de julho de 2013

JESUS, É O JIM


Conta-se a história de um certo pastor, que se sentia incomodado ao ver um senhor idoso e mal vestido entrar na sua igreja todos os dia ao meio dia e sair uns minutos depois. O que estaria ele fazendo? Alertando o zelador da situação, pediu-lhe que conversasse com o homem para saber mais sobre ele, afinal a igreja possuía alguns objetos caros. Ao ser indagado o homem sobre o que vinha fazer na igreja diariamente, o homem respondeu:
- Venho orar.
- Ah, não pode ser! – Disse o outro. – O senhor nunca fica tempo suficiente para orar.
- É que...sabe, eu não sei fazer longas orações, mas cada dia às doze horas eu venho aqui e digo: “Jesus, é o Jim.”  Espero um minuto e depois saio. Ainda que seja uma oração curtinha acho que ele me ouve.
Tempos depois Jim sofreu um acidente e teve que ser hospitalizado, e então ele exerceu uma influência maravilhosa na enfermaria onde estava. Pacientes ranzinzas ficavam logo animados e frequentemente se ouviam gargalhadas por todo o corredor do hospital.
Observando o que acontecia, uma enfermeira dirigiu-se a Jim com o seguinte comentário:
- Sabe, Jim, o pessoal daqui diz que você é o responsável pela mudança na enfermaria. Dizem que você está sempre feliz.
- É verdade, estou mesmo. Não posso evitar. É por causa da pessoa que me visita. Todo dia ele me faz feliz.
- Pessoa que o visita?
A enfermeira ficou intrigada, pois havia reparado que a cadeira ao lado da cama do Jim estava sempre vazia no horário de visitas, pois era um homem só e sem parentes.
-A pessoa que o visita? Mas quando é que ele vem?
Jim respondeu com um brilho nos olhos:
-Todos os dias. É. Todos os dias ao meio dia Ele vem e fica ao pé da minha cama. Olho para ele, ele sorri para mim e diz: “Jim, é Jesus.”


Precisamos nos aproximar de Jesus assim. Sem medo, sem orgulho, sem reservas. Somente com um coração simples, humilde e cheio de fé.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

HISTÓRIA DO AUTOR DE "AMAZING GRACE"




Em torno de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios fariam o primeiro percurso de sua viagem da Inglaterra, quase vazios, até que chegassem na costa africana. Lá os chefes tribais entregariam aos europeus as "cargas" compostas de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre as tribos. Os compradores selecionariam os espécimes mais finos, e os comprariam em troca de armas, munição, licor, e tecidos. Os cativos seriam trazidos, então, à bordo e preparados para o "transporte". Eram acorrentados abaixo das plataformas para impedir suicídios. Eram colocados de lado a lado, para conservar o espaço, em fileira após a fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente com até 600 "unidades" de carga humana.Os capitães procuravam fazer uma viagem rápida, esperando preservar ao máximo a sua carga; contudo, a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais. Quando um surto de disenteria ou qualquer outra doença ocorria, os doentes eram jogados ao mar. Uma vez que chegavam ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e o melaço, para manufaturar o rum, que os navios carregariam à Inglaterra para o pé final de seu "comércio triangular."John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século 18. No mar, em uma de suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou. Newton ofereceu sua vida à Cristo, achando que iria morrer. Após ter sobrevivido, ele se converteu e começou a estudar para ser pastor. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 82, Newton disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: que eu sou um grande pecador, e que Cristo é meu grande salvador!"No túmulo de Newton, lê-se: "John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir."O seu mais famoso testemunho continua vivo, no mais famoso das centenas de hinos que escreveu: Amazing Grace! 

sábado, 30 de julho de 2011

NUNCA DESISTA


O conhecido escritor russo, já falecido, Alexander Solzhenitsyn, conta uma das mais magníficas histórias já escritas, vivida por ele, para nos encorajar a não desistir. Na prisão russa em que se encontrava, ninguém tinha permissão de falar. Não havia nada para ler e nenhum encorajamento de qualquer espécie para manter a vida. Ele conta que a tensão e a repressão daquele ambiente eram tão fortes que ele pensava: “Nunca mais conseguirei sair daqui”. Por isso pensou até na idéia de tirar a própria vida. Sabia que se tentasse fugir seria morto a tiros, mas pensava: “Pelo menos, será o final de tudo!”.
Contudo, sua fé não lhe permitia fazer tal coisa. Ao amanhecer, era levado para fora logo cedo, para trabalhar e, quando havia uma folga no trabalho, sentava-se encostado em uma árvore. Colocava suas mãos por trás, contra a árvore em que estava encostado, preparado para dar um salto e sair correndo. Foi exatamente em um desses momentos que sentiu uma sombra sobre a grama e um colega prisioneiro sentou-se ao lado dele. Eles não podiam falar uma palavra, mas ele olhou nos olhos do outro homem, que chegara recentemente como prisioneiro, e viu uma coisa que nunca havia visto em nenhum rosto dentro da prisão, antes – uma mensagem de amor e interesse.
Enquanto os olhos de ambos se cruzaram no silêncio, começaram a se comunicar em suas almas, e o prisioneiro desenhou uma cruz no chão com um graveto.
Solzhenitsyn sentiu a esperança se renovando dentro dele naquele momento. "Jesus me ama. Ele está na direção. Não se acabaram as esperanças!”
Três  dias depois ele foi liberto da prisão. Quando foi solto, ficou sabendo que muitas pessoas haviam orado por ele. Soube com poderosa certeza que Deus é soberano e que ainda há esperanças.
Não devemos desistir! Podemos ser aqueles que transmitem a esperança para alguém, talvez por meio de um gesto, talvez sem palavras. Temos de amar, orar e apoiar-nos mutuamente.
Autora – Mary C. Crowley
Fonte – Bíblia Devocional da Mulher

BREVE BIOGRAFIA
Solzhenitsyn nasceu em 11 de dezembro de 1918 em Kislovodsk, na região do Cáucaso na então União Soviética, onde estudou Matemática e Física na Universidade de Rostov, em 1941. Depois, ele entrou para o Exército russo na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Por suas críticas ao ditador Stalin, foi condenado em 1945 a oito anos de prisão em um campo de trabalho na Sibéria.   Em 1974, durante o regime de Leonidas Breznev, o escritor foi privado da nacionalidade soviética e expulso da URSS, acusado de traição à pátria após escrever Arquipélago Gulag, um relato sobre as prisões para onde eram levados os dissidentes do regime comunista, que lhe rendeu o Prêmio Nobel de Literatura em 1970. Com a mesma temática, ele escreveu ainda Pavilhão de Cancerosos.   Solzhenitsyn passou duas décadas no exílio nos Estados Unidos, e retornou a seu país natal em 1994, após o fim do comunismo. Nunca abandonou a veia rebelde: era um impiedoso crítico da forma como a Rússia fez a transição para o capitalismo. Morreu em 3 de agosto de 2008, aos 89 anos.  

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A BOLSA DE ÁGUA QUENTE


 Uma história real...
Esta tradução do Reverendo Oscar Lehenbauer, de uma história acontecida com uma missionária americana que atuava em pleno coração africano, nos revela como Deus se preocupa conosco! Um bebê prematuro recebeu os devidos cuidados médicos,o da história recebeu os cuidados diretamente do Criador.

Certa noite eu estava fazendo de tudo para ajudar uma mãe em trabalho de parto. Apesar do esforço ela não resistiu e nos deixou com um bebê prematuro e uma filha de dois anos em prantos. Era muito complicado manter o bebê vivo sem uma incubadora (não tínhamos eletricidade para ativar a incubadora). Também não tínhamos recursos adequados de alimentação. Mesmo morando na linha do equador, as noites eram, frias com aragens traiçoeiras. Uma das aprendizes de parteira foi buscar a caixa que reservávamos a tais bebês e os panos de algodão para envolvê-lo. Uma outra, foi acender o fogo para aquecer uma chaleira com água, para a bolsa de água quente. Sem demora, retornou desconsolada pois a bolsa disponível, havia rompido. Borracha estraga fácil em clima tropical. "Era nossa última bolsa", disse-me. Assim como no ocidente se diz que "não adianta chorar sobre o leite derramado", na África Central poderia ser que “não adianta chorar sobre bolsas estragadas”. Elas não crescem em árvores, e não existem farmácias no meio das florestas... "Muito bem", eu disse, coloque o bebê em segurança o mais próximo quanto possível do fogo e durmam entre a porta e o bebê para protegê-lo das rufadas de vento frio. Precisamos manter o bebê aquecido. Na manhã seguinte, fui orar com as órfãs que se dispuseram a reunir comigo. Fiz uma série de sugestões que pudessem despertá-las a orar e, também, contei-lhes sobre o bebê. Expliquei nossa dificuldade em manter o bebê aquecido, em função da única bolsa de água que havia estourado, e que o bebê poderia morrer de frio. Mencionei a irmãzinha de 2 anos, que não parava de chorar, pela perda e ausência da mãe.

Uma das meninas de 10 anos, uma de nossas crianças africanas, orou: 
“ Por favor, Deus, manda-nos uma bolsa de água quente. Amanhã talvez já vai ser tarde, Deus, porque o bebê pode não agüentar. Por isso, manda a bolsa ainda hoje, meu pai”.
  Durante as orações, enquanto eu ainda procurava recuperar o ar diante de tamanha demonstração de fé, ela acrescentou:
 "E já que está cuidando disso, Deus, por favor, manda junto uma boneca para a irmãzinha dela, para que ela saiba que o senhor a ama de verdade.” 
Fiquei em apuros. Eu não poderia simplesmente dizer “Amém”. Eu, honestamente, não podia acreditar, que Deus atenderia àquele pedido. A bíblia nos ensina, que a fé, não tem limites. O único jeito de realizar esse pedido, seria por encomenda à minha terra natal, via correio. Eu estou na África, há quatro anos e jamais havia recebido uma encomenda postal de casa. De qualquer forma, se alguém enviasse algo, mandaria uma bolsa de água quente? Eu morava na linha do Equador. À tarde, durante uma aula da escola de enfermagem, veio um recado dizendo que um carro estacionara no portão de minha casa. Corri... Ao chegar em casa, o carro havia partido, mas deixara um pacote de 11 kg na varanda. Chorei. Não consegui abrir o pacote sozinha, e pedi que algumas crianças do orfanato me ajudassem. Tudo foi feito com muito cuidado, para que nada fosse danificado. Os corações batiam forte. Os olhos, acompanhavam arregaladamente cada ação. A camada de cima, era composta de roupas coloridas e cintilantes. O silêncio tomava conta, a medida que ía tirando as novidades. Havia ataduras para leprosos, caixinhas de uva-passas, farinha, que daria um gostoso bolo no fim de semana. Quando pus as mãos de novo na caixa, pasmem... “Uma bolsa de água quente, novinha em folha”. Eu gritei ! Eu não havia feito nenhuma encomenda neste sentido. Ruth, que estava perto, saltou e começou a gritar: "Se Deus mandou a bolsa, ele também mandou a boneca.” Enfiando as mãos na caixa, procurava pela boneca. E lá estava ela . . . maravilhosamente vestida. Ruth nunca duvidara. Olhando para mim, perguntou: Posso ir junto levar a boneca para aquela menina, para que ela saiba que Jesus também a ama muito?” Este pacote estivera a caminho por 5 meses. Foi uma iniciativa da minha ex-professora de escola bíblica, que atendeu a voz do Senhor de enviar uma bolsa de água quente. Uma das meninas da turma, decidiu mandar junto uma boneca . . . cinco meses antes !!! Em resposta a uma oração, de outra menina de 10 anos que acreditou fielmente que Deus atenderia a sua oração, ainda naquela tarde.

Trad. Reverendo Oscar Lehenbauer 
Extraído por Jacira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Fidelidade em todo tempo


Essa não apenas mais uma daquelas histórias que lemos em e-mails vindos pela internet, com os dizeres: “Urgente”, ou “repasse”, outra coisa semelhante. Isso aconteceu comigo e eu pude comprovar que para Deus não existem coisas pequenas ou sem importância.

Em minha casa tinha um cachorro muito querido por todos, devido ao tempo que já estava conosco (mais ou menos 12 anos). Porém, em uma manhã, ao procurar o cachorro para prendê-lo em sua casa, meu avô não o encontrou. Esse acontecimento gerou grande tristeza em meu avô e em minha mãe que eram os mais apegados com o animal.
Os dias se passaram e eu já havia me esquecido do nosso animal de estimação, aceitando que ele tinha morrido na rua. Mas percebi que nem minha mãe, nem meu avô estavam aceitando bem a idéia do desaparecimento do Mutema (esse é o nome dele).
O tempo passou, já era o quinto ou sexto dia do desaparecimento do cachorro. Eu estava voltando para casa e iria pegar um ônibus, mas resolvi andar um pouco. Fui andando e pensando em trabalho e em milhares de outras coisas, quando de repente eu vi um cachorro magrinho deitado em um canto da avenida encostado em um muro; lembro-me do meu comentário: “Parece com o Mutema...” – mas passei direto. Um ou dois quarteirões depois de passar pelo cachorro, resolvi voltar para ver se aquele animalzinho estava vivo ou não.
Com um pedaço de pau na mão fui “cutucar” o cachorro, pois pensei: “Se não for ele, esse cachorro vai me morder ao acordar”. Ele demorou a responder aos “cutucões” que estava tomando, mas abriu os olhos... Nesse momento eu reconheci que era ele mesmo, com o mesmo olhar de sempre. Já velhinho, com sede e com fome, ele não conseguiu andar me acompanhando, então tive de carregá-lo até nossa casa (confesso que estava meio pesado, mesmo magrinho).
A primeira coisa que fiz foi mostrar o cachorro ao meu avô que ficou super feliz. Pensei: “Foi uma grande coincidência ter mudado um pouco minha rota para casa e encontrar o Mutema...” Porém, descobri com minha mãe que coincidências não existem... Foi uma “Jesuscidência”!!!! Descobri isso no momento em que fui falar com minha mãe que tinha encontrado o cachorro. Ao falar o que havia achado na avenida minha mãe me falou: “Breno, eu orei todos esses dias falando o seguinte: ‘Deus, se o Mutema estiver vivo, faça com que um anjo do Senhor o traga para casa de novo’. E foi isso que ele fez, para Deus não existem coisas pequenas ou sem importância!”
Bem, esse acontecimento me ensinou a confiar mais ainda no meu Deus, no nosso Deus. O Deus que sabe se o seu fio de cabelo número 1.000.001 caiu; o Deus que sabe a quantidade de água que você derramou ao chorar por algo ou por alguém; o Deus que se interessa por aquele pensamento que você julga ser o mais bobo de todos, o qual você não quer contar para ninguém com medo de ser ridicularizado; o Deus que sabe seu nome todo, completo... Na verdade, Ele já sabia antes de seus avós nascerem! Esse é nosso Deus, o Pai que Se revela maior a cada manhã quando buscamos mais intimidade com Ele.

Fale ao Senhor qual a sua necessidade. Ele sempre responde!

Breno Amaral
Lagoinha.com

terça-feira, 14 de junho de 2011

A COR DA PUREZA


Em razão das drogas, um bebezinho negro foi abandonado por sua mãe em uma caixa de papelão que estava em um lixão próximo a sua casa..
O bebezinho passou toda noite chorando de frio, fome e pelas picadas dos insetos.
Na manhã seguinte, o caminhão do lixo chegou e enquanto um coletor carregava o lixo até ocaminhão, o outro apertava o botão que prensava todo aquele lixo. Enquanto conversavam, o coletor de lixo pegou aquela caixa de papelão e colocou no caminhão...
De repente, um grito:
- Pare! Desligue a prensa!
Eu ouvi um choro de um bebe... A partir deste instante, o bebe foi levado para o hospital e foi muito bem tratado...
Havia neste hospital, uma Assistente Social branca, que se apaixonou por aquele bebezinho negro todo sofrido e desamparado...
Tempos depois, ela conseguiu adota-lo, embora ela já tivesse uma filha de 5 anos de idade.
O Tempo passou... passou.. e aquele bebezinho completou 5 anos. Num certo
dia, ele estava brincando com sua irmã que já completava 10 anos de idade, quando, num certo momento, ela pegou nas mãos dele... olhou... olhou... e depois, olhou para a sua mão... olhou... olhou... e depois, colocou a mão dele sobre a mão delae perguntou para o menininho
- Você ta vendo a sua mão em cima da minha?
- To sim! Respondeu ele.
- Qual a diferença entre elas? Perguntou ela...
O menininho olhou pra ela, e deu um sorriso e disse:
- Ah, essa pergunta é fácil responder:
Minha mão é a mais pequena!!!
A Irmã sorriu e deu um beijo nele!
Você compreendeu a MORAL DA HISTÓRIA?
 Deus abençoe a todos!!!

Marcelo Silveira

domingo, 15 de maio de 2011

O Campo de Abacaxis


Esta é uma história verídica. A história do campo de abacaxis aconteceu na Nova Guiné. Ela durou sete anos. É uma ilustração profunda de um princípio bíblico básico aplicado. Ao ler este relato original, você descobrirá que ele é um exemplo clássico do tipo de lutas que cada um de nós enfrenta até que aprenda a aplicar o princípio de renúncia aos direitos pessoais.

Minha família e eu trabalhamos com pessoas bem no meio da selva. Um dia, resolvi levar para aquela região alguns abacaxis. O povo já tinha ouvido falar de abacaxis. Alguns já os haviam provado, mas não tinham meios de consegui-los. Busquei então, mais de cem mudas de uma outra missão. Contratei um homem da aldeia, e ele plantou todas as mudas. Eu o paguei pelo serviço prestado (sal e diversas outras coisas que necessitava) e durante dias ele trabalhou. Precisei ter muita paciência até que as pequenas mudas de abacaxi se tornassem arbustos grandes e produzissem abacaxis. Demorou uns três anos. Lá no meio da selva, você às vezes tem saudades de comer frutas.
Não é fácil conseguir frutas e verduras frescas. Finalmente, no terceiro ano, pudemos ver surgir abacaxis que davam "água na boca", e só estávamos esperando o Natal chegar, porque é nesta época que eles ficam maduros. No dia de Natal minha esposa e eu saímos ansiosos para ver se algum abacaxi já estava pronto para ser tirado do pé, mas tivemos uma surpresa desagradável após a outra. Não conseguimos colher nem um só abacaxi. Os nativos haviam roubado todos! Eles os roubavam antes de ficarem maduros. É costume deles, roubar antes que as frutas amadureçam e assim o dono não as possa colher. E aqui estou eu, um missionário, ficando com raiva dessas pessoas. Missionários não devem ficar com raiva, vocês todos sabem disto, mas fiquei e eu disse a eles: "rapazes, eu esperei três anos por estes abacaxis. Não consegui colher um único deles. Agora outros estão amadurecendo, se desaparecer mais um só destes abacaxis, fecharei a minha clínica".

Minha esposa dirigia a clínica. Ela dava gratuitamente todos os remédios àquela gente. Eles não pagavam nada! Nós estávamos nos desgastando tentando ajudá-los, cuidando de seus doentes e salvando as vidas de suas crianças. Os abacaxis ficaram maduros e um por um foi roubado! Então achei que deveria me defender deles. Eu simplesmente não podia deixar que fizessem comigo o que queriam... Mas a verdadeira razão não era esta. Eu era uma pessoa muito egoísta, que queria comer abacaxis. Fechei a clínica. As crianças começaram a adoecer, não podiam evitar, a vida era bastante difícil naquela região. Vinham pessoas com gripe, tossindo e pedindo remédio e nós dizíamos: "Não! Lembrem-se que vocês roubaram nossos abacaxis". "Não fui eu!" - eles respondiam - "foram os outros que fizeram isso". E continuaram tossindo e pedindo. Não conseguimos manter mais a nossa posição; reabrimos a clínica. Abrimos a clínica e eles continuaram roubando nossos abacaxis.

Fiquei novamente louco raiva e resolvi fechar o armazém. No armazém eles compravam fósforos, sal, anzóis, etc. Antes eles não tinham essas coisas, por isso não iriam morrer sem elas. Comuniquei minha decisão: "vou fechar o armazém, vocês roubaram mais abacaxis". Fechamos o armazém e eles começaram a resmungar: "vamos nos mudar daqui porque não temos mais sal. Se não há mais armazém, não há vantagem para ficarmos aqui com esse homem. Podemos voltar para nossas casas na selva" e se mudaram para a selva. E ali estava eu, sentado comendo abacaxis, mas sem pessoas na aldeia, sem ministério, sem condições de aprender a língua para traduzir a Bíblia. Falei com minha esposa: "Podemos comer abacaxis nos Estados Unidos, se é só o que temos para fazer".

Um dos nativos passou por ali, e eu lhe pedi para avisar que na segunda-feira abriria novamente o armazém. Pensei e pensei em como resolver o caso dos abacaxis... Meu Deus! Deve haver um jeito o que posso fazer? Chegou o tempo de minha licença e eu aproveitei para ir a um Curso Intensivo para Jovens. Lá ouvi que deveríamos entregar tudo a Deus. A Bíblia diz que se você der você terá; se quiser guardar para si, perderá tudo. Dê todas as suas coisas a Deus e Ele zelará para que você tenha o suficiente. Este é um princípio básico. Pensei o seguinte: "amigo, você não tem nada a perder. Vou entregar o caso dos abacaxis a Deus..." Eu sabia que não era fácil fazer um sacrifício! Sacrificar significa você entregar algo que você gosta muito, mas eu decidi dar a plantação de abacaxis a Deus e ver o que Ele faria. Assim, saí para plantação, à noite e orei: "Pai, o Senhor está vendo estes pés de abacaxis? Eu lutei muito para colher alguns. Discuti com os nativos, exigi meus direitos. Fiz tudo errado, estou compreendendo agora. Reconheço o meu erro, e quero entregar tudo ao Senhor. De agora em diante, se o Senhor quiser me deixar comer algum abacaxi, eu aceito caso contrário, tudo bem, não tem problema." Assim, eu dei os abacaxis a Deus e os nativos continuaram roubando-os como de costume. Pensei com meus botões: "Deus não pôde controlá-los"
Então um dia, eles vieram falar comigo: "Tu-uan (que significa estrangeiro) o senhor se tornou cristão, não é verdade?" Eu estava pronto para dizer: "Escute aqui, eu sou cristão já há vinte anos!", mas em vez disto eu perguntei: "por que vocês estão perguntando isso?" "Porque o senhor não fica mais com raiva quando roubamos seus abacaxis", eles responderam. Isso me abriu os olhos. Eu finalmente estava vivendo o que estivera pregando a eles. Eu lhes tinha dito que amassem uns aos outros, que fossem gentis, e sempre exigia os meus direitos e eles sabiam disso. Depois de algum tempo alguém perguntou: "Por que o senhor não fica mais com raiva?" "Eu passei a plantação adiante", respondi, "ela não pertence mais a mim, por isso vocês não estão mais roubando os meus abacaxis e eu não tenho motivos para ficar com raiva". Um deles arriscando perguntou: "para quem o senhor deu a plantação?" então eu disse: "Dei a plantação para Deus". "A Deus?" - exclamaram todos - "ele não tem abacaxis onde mora!" "Eu não sei se lê tem ou não abacaxis onde mora", respondi - "eu simplesmente lhe dei os abacaxis". Eles voltaram para a aldeia e disseram para todos: "vocês sabem de quem estamos roubando os abacaxis? Tu-uam os deu a Deus" e começaram a pensar sobre o assunto... E combinaram entre si: "Se os abacaxis são de Deus, agora não devemos mais roubá-los" Eles tinham medo de Deus.
Os abacaxis novamente começaram a amadurecer. Os nativos vieram para me avisar: "Tu-uan, seus abacaxis estão maduros". "Não são meus, eles pertencem a Deus" - respondi. "É melhor o senhor comer, pois vão apodrecer". Então colhi alguns, e deixei também para os nativos. Quando me sentei à mesa com minha família para comê-los, eu orei: "Senhor, estamos comendo seus abacaxis, muito obrigado por me dar alguns". Durante todos os anos em que estive com os nativos, eles estiveram me observando, e prestando atenção às minhas palavras. Eles viam que as duas coisas não combinavam. E, quando eu comecei a mudar, eles também mudaram. Em pouco tempo, muitos se tornaram cristãos. O princípio da entrega a Deus, estava funcionando realmente. Eu quase não acreditei... Mais tarde, passei a entregar outras coisas para Deus.



segunda-feira, 9 de maio de 2011

O Poder da Oração


"Enquanto eu servia em um pequeno hospital, na África, a cada 


duas semanas eu ia, de bicicleta, por dentre a selva, até uma cidade 

próxima, para comprar provisões. Esta era uma jornada de dois dias 

e era necessário acampar à noite, na metade do caminho. 

Em uma dessas jornadas, cheguei a cidade, onde planejava sacar 

meu dinheiro no banco, comprar medicamentos e provisões, e 

depois iniciar meus dois dias de jornada de regresso ao hospital. 

Quando cheguei à cidade, observei dois
 homens brigando e um deles havia sido seriamente ferido.


Tratei dos seus ferimentos e ao mesmo tempo lhe falei do Senhor 

Jesus Cristo. Viajei por dois dias, acampando à noite, e cheguei em 

casa sem nenhum incidente.

Duas semanas depois, repeti minha jornada. Quando cheguei a 

cidade, fui abordado por aquele jovem homem, cujas feridas eu 

havia tratado. Ele me disse que sabia que eu levava dinheiro e 

provisões. Prosseguiu dizendo-me:
 'Alguns amigos e eu te seguimos até a selva, sabendo que tu ias 

acampar à noite. Nós planejamos matar-te e tomar teu dinheiro e 

medicamentos.
Todavia, justamente quando íamos atacar teu acampamento, vimos 

que estavas protegido por 26 guardas armados'.
Então comecei a rir e lhe disse que com certeza eu estava sozinho 


no acampamento, no meio da selva. O jovem homem apontou em 

minha direção e me falou: 'Não, senhor, não estavas só, pois vi os 

guardas. Meus cinco amigos também os viram e nós os contamos. 

Por conta desses guardas, nos assustamos e te deixamos tranqüilo'.
Quando da sua volta o missionário contou isso no sermão, um dos 


homens da igreja se pôs em pé, interrompeu a mensagem e lhe 

perguntou se ele poderia dizer exatamente em que dia isso se 

sucedeu . O missionário contou à congregação o dia e então o 

homem que lhe interrompeu contou esta história:
'Na noite do teu incidente na África aqui era manhã e eu estava me 


preparando para ir jogar golfe. Estava a ponto de sair de casa 

quando senti a urgência de orar por ti. De fato, a urgência do 

Senhor Era tão forte que chamei vários homens da igreja para 

encontrar-mo-nos aqui, no santuário, para orar por ti. Poderiam os 

homens que se reuniram comigo aqui naquele dia, porem-se de pé?'
Então todos os homens que se reuniram naquele dia se puseram de 


pé. O missionário ficou surpreso quando aquele homem começou a
contá-los. Eram 26"


contá-los. Eram 26.”

quarta-feira, 13 de abril de 2011

O JIPE


Onde há Deus, nada falta - Quem ainda duvida?
Um jovem cumpria o seu dever cívico prestando serviço ao exército, mas era ridicularizado por ser cristão.
Um dia o seu superior hierárquico, na intenção de humilhá-lo na frente do pelotão, pregou-lhe uma peça...
- Soldado Coelho, venha até aqui!
- Pois não Senhor.
- Segure essa chave. Agora vá até aquele jipe e o estacione ali na frente.
- Mas senhor, o senhor sabe perfeitamente que eu não sei dirigir.
- Soldado Coelho, eu não lhe perguntei nada. Vá até o jipe e faça o que eu lhe ordenei...
- Mas senhor, eu não sei dirigir!
- Então peça ajuda ao seu Deus. Mostre-nos que Ele existe.
O soldado não temendo, pegou a chave das mãos do seu superior e foi até o veículo.
Entrou, sentou-se no banco do motorista e imediatamente começou sua oração.
"Senhor, tu sabes que eu não sei dirigir. Guie as minhas mãos e mostre a essas pessoas a sua fidelidade.
Eu confio em Ti e sei que podes me ajudar. Amém."
O garoto, manobrou o veículo e estacionou perfeitamente como queria o seu superior.
Ao sair do veículo, viu todo o pelotão chorando e alguns de joelhos...
- O que houve gente? - perguntou o soldado.
- Nós queremos o teu Deus, Coelho. Como fazemos para tê-lo? Perguntou o seu superior.
- Basta aceitá-lo como seu Senhor e Salvador. Mas porquê todos decidiram aceitar o meu Deus?
O superior pegou o soldado pela gola da camisa, caminhou com ele até o jipe enxugando suas lágrimas.
Chegando lá, levantou o capô do veículo e o mesmo estava sem o motor!
 
Se você está passando por provas, não se desespere.
Entregue todas as suas lutas nas mãos de Deus e espere...
O Senhor está formando seu caráter e no tempo certo Ele lhe dará a vitória.


quarta-feira, 23 de março de 2011

Além das circunstâncias


Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou. Rm. 8:35 e 37.
O amor de Deus alcança as pessoas em todas as circunstâncias da vida. Na decepção, no desastre e na morte; nas lágrimas, na tragédia e no terror; na doença, no sofrimento e na tristeza; na preocupação, na carência e na guerra, ali está o amor de Deus. Na antiga União Soviética, quando cristãos eram aprisionados por sua fé, o amor de Deus atravessou muros de prisões.
Em 1983, Valentina, uma jovem de 27 anos, foi acusada de transportar literatura cristã. Com um sorriso encantador e uma fé inabalável, ela foi parar em um campo de concentração na Sibéria, chamado de "o vale da morte" por causa do seu alto índice de mortalidade. Os prisioneiros se sentiam isolados do resto do mundo, em um lugar projetado para esmagar o espírito humano.
Mas Valentina descobriu que Deus era maior do que aquele campo. Ali, encontrou uma irmã de fé, Natasha. No meio da noite, elas conseguiam sair das barracas e se encontravam ao ar livre, onde viveram lindos momentos de comunhão. A temperatura geralmente era de 40 graus negativos, e suas botas de trabalho não impediam que seus pés congelassem. Mas o coração estava aquecido. "Cantávamos e orávamos por alguns minutos, voltávamos para nossas barracas para nos aquecer um pouco, e então nos encontrávamos lá fora outra vez", lembra Valentina. "Às vezes, ficávamos em silêncio, apenas olhando, juntas, para o céu. Nada era mais precioso para nós que o céu."
Valentina sempre sentiu Deus bem perto. Muitas vezes, quando recebia uma carta com uma citação bíblica, os versos respondiam a uma pergunta ou necessidade específica. Era como se o Pai falasse diretamente com ela.
Ao ser liberta, em 1987, ela resumiu sua experiência com as palavras de Romanos 8:35-37: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio dAquele que nos amou." Onde você estiver hoje, ali estará o amor de Deus. Aceite essa realidade e viva este dia na certeza do Seu cuidado.


Exraído

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Abra a porta para o seu alvo




Edwin C. Barnes desejava ardentemente tornar-se sócio de negócios do grande inventor Thomas A. Edison. Ele não queria trabalhar para Edison, ele queria trabalhar com Edison.
Numa tentativa de alcançar seu sonho, Barnes alistou-se para um cargo no laboratório de Edison no Estado de Nova Jersey.
Ele foi contratado como um trabalhador braçal com um salário mínimo, bem longe de uma parceria. Meses se passaram sem nenhuma mudança no seu cargo ou no seu relacionamento com Edison. Muitos desistiram, achando que o emprego não os levaria a lugar nenhum. Barnes, contudo, permaneceu " a bordo".
Ele ficou conhecendo o ambiente do lugar e o cargo de cada pessoa, buscando maneiras de fazer do trabalho de cada um ali o melhor e o mais eficiente possível. Acima de tudo, ele se manteve aberto e otimista. Ele via tudo o que fazia como uma preparação para o dia quando seria sócio de Edison, compartilhando de suas desventuras.
Chegou o dia em que Edison apresentou a Máquina de Ditar Edison (um tipo de gravador) para a sua equipe de vendas. Eles não acreditaram que aquilo venderia. Barnes, todavia, viu a máquina esquisita como sua oportunidade!
Ele aproximou-se de Edison, dizendo que gostaria de vender a máquina. Já que mais ninguém demonstrara entusiasmo pela coisa. Edison deu uma chance a Barnes.
Edison concedeu a ele um contrato exclusivo de distribuição da máquina no país. Barnes alcançou o seu alvo de trabalhar com o grande inventor e, ao mesmo tempo, atingiu seu alvo de ser bem-sucedido nos negócios.

Você tem um alvo em sua mente e coração hoje? Você pode ter certeza de que o alcancará à medida que serve aos outros e tenta ajudá-los a atingirem seus alvos. A ajuda que você oferece hoje a um parente, vizinho, colega de trabalho ou funcionário, retornará amanhã em forma de sucesso.

Uma oportunidade pode surgir na sua vida, disfarçada de desgraça, derrota, rejeição ou fracasso. Enxergue além desses problemas e considere as possibilidades. Ajude alguém a superar suas dificuldades, e você ficará surpreso com as bênçãos que Deus lhe enviar!

Extraído do livro Café da Manhã com Deus


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Os que semeiam com lágrimas com alegria ceifarão. (Salmo 126.5)




O choro pode durar toda uma noite mas a alegria vem pela manhã. (Salmo 30.5)

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não julgar as coisas de modo apressado, por isso, ele mandou cada um em uma viagem, para observar uma parreira que estava plantada em um distante local.
O primeiro filho foi lá no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão, e o quarto e mais jovem, no outono. Quando retornaram, ele os reuniu, e pediu que cada um descrevesse o que tinha visto.
O primeiro filho disse que a árvore era feia, torta e retorcida.
O segundo filho disse que não, que ela era recoberta de botões verdes, e cheia de promessas.
O terceiro filho discordou; disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram as coisas mais graciosas que ele jamais tinha visto.
O último filho discordou de todos eles; ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas...
O homem então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore...
 Ele falou que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação, e que a essência de quem eles são, e o prazer, a alegria e o amor  que vêm daquela vida podem apenas ser medidos ao final, quando todas as  estações estão completas.
Se você desistir quando for inverno, você perderá a promessa da primavera, a beleza de seu verão, a expectativa do outono.
Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras. Não julgue a vida apenas por uma estação difícil. Persevere através dos caminhos difíceis, e melhores tempos certamente virão de uma hora para a outra.

Deus te abençoe grandemente.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A DESCOBERTA

 Hoje recordo-me que aquela noite estava muito quente...e por ser professor de natação da escola há mais de dez anos, mantinha as chaves comigo. Resolvi nadar um pouco para afastar o calor e pensamentos estranhos.
Lembro-me que era uma noite iluminada por uma lua brilhante, cheia e muito linda. Caminhei devagar até a escola, abri a porta e como conheço cada centímetro desse lugar, nem me preocupei de acender a luz... fui em direção a escada que leva ao trampolim... senti o corrimão frio de alumínio... lentamente fui subindo cada degrau... não tinha pressa alguma... e confesso que nunca havia sentido tal emoção...
Ao chegar ao fim da escada, caminhei até a base do trampolim de concreto... sabia que estava a mais de três metros de altura... sabia a distância exata da água... eu sabia tudo sobre saltos... eu sabia tudo...
De súbito minha atenção foi desviada para uma luz que vinha de uma janela em minha frente... era a luz da lua... abri os braços, para saltar, e vi minha sombra refletida na parede em forma de cruz. Engraçado... eu que nunca fui religioso, lembrei-me de minha mãe contando a história de um menino que nasceu há mais de dois mil anos e cuja missão era ensinar-nos a amar o nosso próximo como a nós mesmos...e, lembro-me de que ele não foi muito compreendido e morreu assim... como essa sombra na parede... de braços abertos... em uma cruz... que estranho... parece que vejo seu rosto... que brisa é essa? De onde será que vem essa brisa refrescante...?
Não sei quanto tempo permaneci ali de braços abertos, contemplando a minha sombra na parede com os braços abertos... só sei que cada vez mais sentia uma paz... paz absoluta... paz de espírito...
Desisti de pular... nem eu sei porque... talvez a brisa, a paz, talvez o rosto daquele homem, talvez a cruz, não sei... desci os degraus sem pressa... parecia que eu estava sendo conduzido... leve... será que eu voava???...
Ao chegar a beira da piscina resolvi ver se a água estava gelada, abaixei-me e estiquei meu braço... espanto!
Não senti a água... sentei-me e coloquei os pés dentro da piscina... não senti a água... levantei-me e procurei o interruptor para acender a luz... acendi e vi que o pessoal da manutenção havia esvaziado a piscina depois da última aula...
Nesse dia eu senti que Jesus existe, que seus anjos estão ao nosso lado em todos os momentos, que precisarmos apenas silenciar nossos medos, nossa ansiedade, nosso egoísmo, nossas queixas que não acabam nunca... é só silenciar e sentir... sentir essa brisa... esse rosto...
Que você e eu possamos refletir, que possamos silenciar por alguns minutos. Que possamos nos desprender de nossas amarras e deixar que Ele cuide de nós.

Autor desconhecido.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Sou feliz com Jesus

Em primeiro lugar, é bom separar o “estar” do “ser feliz”. “Estar” faz parte de um momento, enquanto “ser” pode estender-se ininterruptamente. Não quero ser totalmente ideológico. A felicidade parte da experiência de cada ser humano. Mas aí é que esta a problemática. Alguns, que vivem superficialmente, crêem equivocadamente que o sentimento de entusiasmo e alegria em um determinado contexto é oriundo de uma felicidade que flui do interior. Na verdade, essas pessoas acabam por sofrer influências de estímulos que se originam do lado de fora da alma, do mundo fora do próprio sujeito. Se a vida vai bem por fora, então está tudo bem por dentro, se tudo está ruim na relação com o mundo, há uma catástrofe interior. Há de constatar-se claramente um mero estado de ânimo no coração daqueles que são impulsionados a partir do outro, seja sujeito ou objeto. A este instante de alegria eu chamaria de “estado de felicidade” que certamente desaparecerá com a chegada das adversidades da vida, levando o indivíduo a um poço sem fundo de amargura, angústia e desespero.

Paulo em uma de suas cartas relata o seguinte:

“De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; abatidos, mas não destruídos”

Se entendermos que Deus é a fonte real da verdadeira felicidade, podemos interpretar este versículo, alegando que o fato de a pessoa possuir a felicidade eterna, não exclui em hipótese alguma o sofrimento de sua existência. Seria a felicidade a ausência do sofrimento? Acredito que não. É bom ressaltar que a despeito da existência da adversidade, a pessoa que é feliz não permanece nela. Sua felicidade não é norteada por fatores externos. O sofrimento é mais uma etapa a ser superada. Paulo diz que até para o sofrimento há um limite; “ficamos perplexos, mas não desesperados”. A felicidade verdadeira emana de dentro e contagia o exterior. Volto a dizer que em minha concepção, o sofrimento e a tristeza não denotam falta de felicidade, mas apenas um estado de aflição temporal: “No mundo tereis aflição, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo”. Um bom exemplo disso foi a vida de Horatio Gates Spafford, autor do hino “Sou feliz com Jesus meu Senhor!”.

Em 1873, Horatio Gates Spafford, presbiteriano e advogado em Chicago, com sua esposa e suas quatro filhas planejou uma viagem para descanso na Europa. Mas problemas de negócios imprevistos forçaram Spafford a adiar sua partida; sua esposa e as filhas viajaram em novembro de 1873; numa colisão com outro navio, o "Ville du Havre" naufragou no Oceano Atlântico, tendo morrido as filhas e sido resgatada a esposa, que enviou uma mensagem telegráfica para Spafford: "Saved alone" (Salva, sozinha). Spafford escreveu a letra deste lindo hino quando outro navio, que o transportava para a Inglaterra, chegou perto do local da tragédia.


É fato de que não experimentamos neste mundo tudo o que Deus queria nos oferecer. Entendo que a felicidade que procede de Deus é um caminho que se inicia aqui nesta vida com a presença do Espírito Santo em nós, não obstante às tribulações, mas que se concluirá na eternidade, quando conheceremos em sua plenitude a fonte da felicidade eterna que é Deus.

Letra do hino de Horatio Gates Spafford

Sou feliz com Jesus meu Senhor!

Se Paz a mais doce me deres gozar,
Se dor a mais forte sofrer,
Oh seja o que for,
Tu me fazes saber,
Que feliz com Jesus sempre sou!

Sou feliz com Jesus!
Sou feliz com Jesus meu Senhor!

Embora me assalte o cruel Satanás,
E ataque com vis tentações;
Oh, Certo eu estou,
Apesar de aflições,
Que feliz eu serei com Jesus!

Meu triste pecado , Por meu Salvador,
Foi pago de um modo cabal;
Valeu-me o Senhor,
Oh, Mercê sem igual!

Sou feliz!
Graças dou a Jesus!
Sou feliz com Jesus!
Sou feliz com Jesus meu Senhor!

A vinda eu anseio do meu Salvador;
Em breve virá me levar.
Ao céu onde eu vou
Para sempre morar
Com remidos na Luz do Senhor!

Sou feliz com Jesus!

Anne Grace Lind, neta de Spafford, guardou a quinta estrofe do hino, descoberta em 1995, com o seguinte texto:

"Prá mim só importa Cristo prá viver.
Se o Jordão ameaçar me afogar.
Oh! Não sofrerei, pois, na morte e na vida,
Tu me darás Tua paz!"

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