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quarta-feira, 27 de março de 2013

A PÁSCOA VERDADEIRA



Dificilmente, nesses últimos dias, alguém pode dizer que não tomou contato com a comemoração da Páscoa ou com algum assunto ou fato relacionado com essa celebração.
Do chamado feriadão da Páscoa aos populares ovos de chocolate encontrados em cada esquina ou porta de comércio, dos presentes, que o comércio procura incentivar as trocas e das celebrações litúrgicas da Paixão e Ressurreição de Cristo, tudo nessa época parece estar ligado à Páscoa.
Porém, poucos sabem  ou se lembram do verdadeiro significado e origem desta celebração; se a festa é genuinamente cristã ou apenas recepcionada pela cristandade, havendo quem não faça sequer referência religiosa a esta tão célebre festividade.
A celebração da Páscoa tem sua origem no povo judeu antigo, quando para marcar um dos acontecimentos mais significativos de sua existência, instituiu-se um ritual cuja finalidade era trazer à memória deste povo este importante evento de sua história, há aproximadamente 1230 anos a.C.
Originalmente, a festa da Páscoa era tratada como uma celebração individual, porém, com o passar do tempo passou a ser observada em combinação com a Festa dos Pães Asmos, dada a coincidência das datas de comemoração e significados, ambos relacionados a partida do povo judeu para do Egito.
Deixando, portanto, de lado os ovos de chocolate, os presentes, o comércio e tantas outras tradições estranhas à verdadeira Páscoa, busquemos na Bíblia aspectos fundamentais que nos forneçam informações seguras sobre a origem, a prática, o sentido e as implicações desta celebração para a cristandade.
Tanto a Páscoa quanto a Festa dos Pães Asmos segundo a narrativa bíblica, foram concebidos por Deus. Em Êxodo 12, vemos que não houve qualquer participação humana na instituição do rito.
A Páscoa é, portanto, projeto de Deus.
Segundo Êxodo  12 e 13 e Deuteronômio 13 e 16, vemos claramente, que a Páscoa está ligada aos atos libertadores de Deus em relação ao povo de Israel então em cativeiro no Egito. Três idéias podem ser destacadas sobre o sentido verdadeiro e original da Páscoa:
Libertação do povo de Deus (Israel) do cativeiro de 430 anos em terras do Egito (Ex. 12:40-42; 23:15 e Deut. 116:1).
Libertação do povo da aflição sofrida no Egito (Deut. 16:1-3).
Libertação do povo de Deus da ação do Anjo Destruidor que matou a todos os primogênitos do Egito (Ex. 12:27).
Todos os israelitas estavam obrigados a participação dos rituais da Páscoa e dos Pães Asmos sob pena de morte, excluídos da prática os estrangeiros e assalariados não circuncidados. A prática deveria ser observada anualmente.
Combinada com celebração dos Pães Asmos, o ritual era realizado anualmente no 1º mês – (Abibe/Nisan) a partir do dia 14, que coincidia com a primeira lua cheia da primavera e durava até o dia 21 do mesmo mês.
Cronologia da Páscoa judaica:
Dia 10 – Compra/separação do Cordeiro Pascal
Dia 14 – À tarde – imolação do Cordeiro.
Dia 15 – Nas primeiras horas, início do banquete familiar quando era servido o Cordeiro, os pães asmos e as ervas amargas. (Era a Reunião religiosa inicial).
Dias 15/21 – Festa dos Pães Asmos, marcada pela abstinência de fermento, consumo de Pães Asmos e sacrifícios em todos os dias.
Dia 21 – Reunião religiosa final.
Os Ingredientes da Páscoa
O Cordeiro (bode ou cabrito) macho/de um ano/sem defeito, separado 4 dias antes. devia ser servido assado – não cru ou cozido – nenhum osso poderia ser quebrado.
O sangue do cordeiro deveria ser usado para marcar vergas e umbrais das portas de cada casa.
A porção servida deveria ser de um cordeiro para cada família ou grupo de família (10 a 20 pessoas).
O cordeiro deveria ser totalmente comido até a manhã seguinte.  Eventual sobra deveria ser queimada no fogo, não podendo ser levada para fora da casa. Não se podia sair de casa a noite.
As ervas amargas simbolizavam os sofrimentos e dificuldade do povo no cativeiro.
Os pães asmos ou ázimos, pão sem fermento, chamado de “pão da miséria e da aflição” não podia ser consumido nem possuído fermento nas casas, do dia 14 até o dia 21, sob pena de morte.
Lembrava que na noite da saída do Egito não houve tempo para levedar as massas para os pães, pois o povo saiu “às pressas”.
 A Páscoa e o Cristianismo
A Páscoa, instituída por Deus para fazer memória dos seus atos salvíficos na história do povo de Israel, no início foi uma festa familiar, presidida pelo pai de família, porém com o passar do tempo tornou-se uma celebração litúrgica oficial realizada exclusivamente no templo em Jerusalém e afinal, com o advento do cristianismo foi incorporada pela cristandade como uma celebração que aponta e memoriza a ação libertadora de Cristo para o seu Novo Israel, a Igreja de Cristo – ação libertadora da morte e do pecado, assumindo cada ingrediente tradicional do rito um sentido próprio e atualizado.
Os pães asmos e as ervas amargas – lembra-nos que éramos escravos do mundo e do senhor do mundo – éramos alienados e estrangeiros, mas Deus liberta definitivamente de nossas aflições e sofrimento.
O Cordeiro Pascal – Jesus Cristo é identificado como o cordeiro pascal, cujo sangue derramado livra-nos da morte e abre-nos caminho, para a saída definitiva, da terra da servidão para a liberdade (Jo. 1:29; I Cor. 5:7 e I Pedro 1:19)
Conclusão
A Páscoa antiga marcou a libertação do povo de Deus do Velho Testamento, de sua aflição e escravidão no Egito, da mesma forma que a celebração atual marca as ações libertadoras de Deus – através de Seu Filho, Jesus, com sua Paixão, Morte e Ressurreição – livrando-nos do sofrimento, da escravidão e da morte.

Rev. Luiz Pereira de Souza
Igreja Presbiteriana Independente de Vila Carrão

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

AS CASAS DE JOSÉ


Mesmo que o sonho e a realidade pareçam incompatíveis, o caráter precisa resistir à decepção.

A história de José do Egito pode ser avaliada em função de suas fases, ilustradas pelas casas por onde ele passou (Gn.37-41).

NA CASA DO PAI – construção da base
Durante a infância e adolescência, José viveu com seu pai Jacó. Aquele foi o tempo de formação do caráter e da fé, com muita aprendizagem, mas caracterizado, principalmente, pelo amor paterno, com proteção e cuidado. José era como um passarinho no ninho. Foi um tempo precioso, mas ele precisava sair de sua zona de conforto para alcançar o máximo do seu potencial. Nessa época, José sonhou com o propósito de Deus para a sua vida.

NA CASA DE POTIFAR – provação da fé
José havia sonhado que seria um líder, mas tornou-se um escravo, experimentando uma mudança compulsória e drástica em sua vida. Continuaria aprendendo muito, mas não poderia contar mais com o carinho do pai. Mesmo sendo escravo, José se viu diante da possibilidade de fazer algumas escolhas pessoais e assumir as responsabilidades da vida adulta. Aquela casa representou uma época de treinamento, com muito trabalho e provação. Era hora de usar os antigos ensinamentos do pai.

Mesmo tendo perdido sua família, José ainda respeitava a família do próximo. Após resistir às investidas da mulher de Potifar, José foi acusado do que hoje se conhece como assédio sexual. Aos olhos humanos, aquele jovem estava reprovado, mas este não era o conceito divino a seu respeito.

Em seguida, José foi para a prisão, um anexo da casa de Potifar, vivendo ali anos de injustiça e sofrimento, mas a aprendizagem continuava. A despeito de qualquer expectativa e prováveis orações, a situação daquele homem parecia piorar. Além de ser estrangeiro e escravo, ele seria lembrado como estuprador e presidiário. O que José poderia esperar? Ele mesmo não sabia muito bem, mas seu compromisso com Deus permanecia de pé.

NA CASA DE FARAÓ - Reconhecimento, realização, plenitude e recompensa
Quando o soberano do Egito precisou de alguém que pudesse interpretar seus sonhos, o copeiro lembrou-se de José, que foi chamado ao palácio. Era chegado o tempo da realização e da recompensa. Faraó percebeu o potencial de José e o colocou como governador do Egito. O currículo de José não era dos melhores, mas o poder de Faraó dispensava históricos e opiniões contrárias. Como poderia um escravo estrangeiro tornar-se governador? Deus contraria as expectativas e nos coloca onde ele quer.

Nossas vidas também se dividem em fases. O leitor desta mensagem saberá identificar em qual "casa" se encontra. O sonho e a realidade podem parecer incompatíveis, mas o caráter precisa resistir à decepção. Apesar das perdas e do sofrimento, José não perdeu a fé nem a fidelidade no meio do caminho. Cada "casa" tem suas particularidades, seus limites, seus problemas, desafios e propósitos. Erramos quando não os reconhecemos.

Sempre é tempo de aprender, mas este aspecto deve ser supervalorizado pelos mais jovens. Depois, não fuja do trabalho. Sobretudo, não pense que os sofrimentos e as injustiças sejam coisas anormais na vida. Fazem parte do caminho.

Foi na casa de Faraó que toda a história de José passou a fazer sentido. Foi ali que ele encontrou sua esposa e viu como foi importante resistir às tentações no passado.

Estejamos certos de que, no final, todos os filhos de Deus verão realizados os propósitos divinos em suas vidas. E no fim da jornada, moraremos para sempre na casa do nosso pai eterno.

Pr.Anísio Renato de Andrade
www.anisiorenato.com

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

AS PESADAS CONSEQUENCIAS DO PECADO PARA TODA A CRIAÇÃO



 Os primeiros homens do mundo também desobedeceram ao seu Pai e Criador. As Escrituras dizem :
Gênesis 2.15-17: “Tomou, pois, o SENHOR Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar. E o SENHOR Deus lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
-Adão e Eva, tentados, desobedeceram ao Senhor. Houve separação de Deus, o Jardim de Éden foi fechado para eles e dificultada sua caminhada na terra.
Eis a profecia (Gênesis 3.17,18,19): “E Deus falou assim com Adão: Visto que ... comeste da árvore que eu te ordenara não comesses, maldita é a terra por tua causa; em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo. No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”. “...porque o salário do pecado é a morte” (Romanos 6.23).
-Os anos da vida encurtaram e as dificuldades e tribulações e angústias sobrevieram:
 Jó 14.1: “O homem, nascido de mulher, vive breve tempo, cheio de inquietação”.
 Salmos 90.10: ”Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos”.
 Diz o apóstolo Paulo em Romanos 8.23: “...nós, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo”.
– O amor de Deus é ilimitado. Ele quer ajudar-nos a carregar a cruz que o pecado nos impõe:
-Apesar de pecarmos muito, Deus não se esconde de nós. Não se envergonha de receber-nos à sua mesa. Primeiro ele nos perdoa todos os pecados. Isaías 1.18: “Vinde, pois, ... diz o SENHOR; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã”.
 Irmão, se encontrar alguém que se recuse a aceitar seu convite para aceitar Jesus como o filho amado de Deus que pagou o preço de nossos pecados, como seu salvador - por não acreditar mais nos homens, pergunte-lhe se não aceitaria um convite direto do Senhor Jesus, que está em:
 O convite: Mt 11.28:“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei”.
 Jesus nos convida a encostar a nossa cabeça ferida em seu coração amoroso, a nos atirarmos nos braços de nosso Pai.
E no aconchego do abraço apertado, não fingido, de nosso Salvador, ouviremos a sua voz:.
 Isaías 55.1: “Ah! Todos vós, os que tendes sede, vinde às águas; e vós, os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite”.
 Isaías 55.3: “Inclinai os ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, que consiste nas fiéis misericórdias prometidas a Davi”.
 João 6.37: “...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
Apocalipse 22.17: “...Aquele que tem sede venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.
 “Não esmagará a cana quebrada, Nem apagará a torcida que fumega...” (Mateus 12.20). Pelo contrário, ele levanta o oprimido e o sofredor do pó, puxa-o para fora do abismo; consola-o e anima-o a prosseguir firme em sua companhia e adverte: “No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (João 16:33).
 A promessa amada: Mt 11.29: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma”.
 -Jugo é uma carga que carregamos quando aceitamos normas, leis, determinações (o que devemos fazer ou deixar de fazer) Submetemo-nos a este jugo voluntariamente ou por força da lei. Quando conseguimos um emprego concordamos com uma série de normas, as regras da empresa. Trabalhar 8 horas por dia; trabalhar aos domingos ou feriados; isto ou aquilo - Quando nos tornamos membros de uma Comunidade prometemos nos conformar com seus estatutos e regimento (nos comprometemos a seguir regras de conduta – é o jugo). Como cidadãos brasileiros temos que carregar um pesado jugo: pesados impostos – uma tributação injusta . Leis injustas que até contrariam nossos princípios cristãos.
-Aceitamos o jugo de Cristo não porque somos constrangidos.  Ele convida os seus seguidores a compreender o que significa este jugo no exemplo de sua própria vida. A Bíblia ensina:
 -Fp 2.6-8: “...pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz”.
-Aprendei de mim...ele assumiu voluntariamente a natureza humana, sujeitou-se ao Pai na submissão ao batismo; no seu sofrer e morrer numa cruz – ele é alguém a ser imitado. Os seus seguidores aprenderão coisas excelentes dos seus ensinamentos.
disse Jesus : “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24).
“... porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela” (Mt 7.14).
 Jesus confortou a alma de seus discípulos, “exortando-os a permanecer firmes na fé; e mostrando que, através de muitas tribulações, nos importa entrar no reino de Deus” (At 14.22).
 Diga ao irmão que se achar que as provações são grande demais, lembre-se do que está escrito: ”Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10.13).
 -Por mais terríveis que sejam nossos sofrimentos, sabemos que como filhos de Deus devemos suportar e gemer sob este fardo.
 O grande consolo é que Jesus mesmo nos ajuda a carregar a cruz, nos carrega nos seus braços; nos consola, anima e fortalece, e diz:
“...No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).

 Deus nos abençoe.
Chico Barros

quarta-feira, 13 de julho de 2011

REQUISITOS PARA UMA ORAÇÃO EFICAZ


Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira (Mc 11:24 "Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco."); (Mc 9:23 "Ao que lhe respondeu Jesus: Se podes! Tudo é possível ao que crê.");( Hb 10:22 "aproximemo-nos, com sincero coração, em plena certeza de fé, tendo o coração purificado de má consciência e lavado o corpo com água pura."), (Tg 1:17 "Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança."); (Tg 5:15 "E a oração da fé salvará o enfermo, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados.").

Nossas orações devem ser feitas em nome de Jesus, ou seja, devem estar em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (Jo 14:13-14 "E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.").

A nossa oração deve ser feita segundo a vontade de Deus que muitas vezes nos é revelada pela sua palavra, que por sua vez deve ser lida com oração (Ef 6:17-1 "Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos") (1 Jo 5:14 " E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve."), (Mt 6:10 "venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu;"); (Lc 11:2 "Então, ele os ensinou: Quando orardes, dizei: Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino;"); (Mt 26:42 "Tornando a retirar-se, orou de novo, dizendo: Meu Pai, se não é possível passar de mim este cálice sem que eu o beba, faça-se a tua vontade.")
.
Devemos andar segundo a vontade de Deus, amá-lo e agradá-lo para que Ele atenda as nossas orações (Mt 6:33 " buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas."); (1 Jo 3:22 ("e aquilo que pedimos dele recebemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos diante dele o que lhe é agradável."), ( Jo 15:7 "Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito."); (Tg 5:16-18 "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo."), (Sl 66:18 "Se eu no coração contemplara a vaidade, o Senhor não me teria ouvido."), (Pv 15:8 "O sacrifício dos perversos é abominável ao SENHOR, mas a oração dos retos é o seu contentamento.").

Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes (Mt 7:7-8 "Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á."); (Cl 4:2 "Perseverai na oração, vigiando com ações de graças."); 1 Ts 5:17 "Orai sem cessar."); (Sl 40:1 "Esperei confiantemente pelo SENHOR; ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro.").

Extraído da web

quarta-feira, 22 de junho de 2011

COMO JESUS VENCEU A TENTAÇÃO


Na luta do cristão contra o diabo, o principal campo de batalha é a nossa mente e a grande arma do inimigo é a tentação. O discípulo precisa vencer o inimigo superando as tentações. Não estamos sós, contudo. Jesus tornou-se um homem, foi tentado como somos, obteve a vitória, assim mostrando como nós podemos triunfar sobre Satanás (note Hebreus 2:17-18; 4:15). É essencial, portanto, que analisemos cuidadosamente de que forma Jesus venceu.
Embora Jesus tenha sido tentado várias vezes, ele enfrentou um teste especialmente severo logo depois que foi batizado. Lucas recorda este evento (Lucas 4:1-13), mas seguiremos a história conforme Mateus a conta: "A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. E, depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, teve fome" (Mateus 4:1-2). O fato de que foi o Espírito que levou Jesus para o deserto, mostra que Deus pretendia que Jesus fosse totalmente humano e sofresse tentação. Note estas três tentativas de Satanás para seduzir Jesus.

Primeira Tentação

·         A afirmação do diabo:
 "Se és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães" (4:3). O diabo é um mestre das coisas aparentemente lógicas. Jesus estava faminto; ele tinha poder para transformar as pedras em pão. O diabo simplesmente sugeriu que ele tirasse vantagem de seu privilégio especial para prover sua necessidade imediata.
  • As questões:
 Era verdade que Jesus necessitava de alimento para sobreviver. Mas a questão era como ele o obteria. Lembre-se de que foi Deus quem o conduziu a um deserto sem alimento. O diabo aconselhou Jesus a agir independentemente e encontrar seus próprios meios para suprir sua necessidade. Confiará ele em Deus ou se alimentará a seu próprio modo? Há  aqui, também, uma questão mais básica: Como Jesus usará suas aptidões? O grande poder que Jesus tinha seria usado como uma lâmpada de Aladim, para gratificar seus desejos pessoais? A tentação era ressaltar demais os privilégios de sua divindade e minimizar as responsabilidades de sua humanidade. E isto era crucial, porque o plano de Deus era que Jesus enfrentasse a tentação na área de sua humanidade, usando somente os recursos que todos nós temos a nossa disposição.
  • A resposta de Jesus:
"Está escrito: Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (4:4). Em cada teste, Jesus se voltava para as Escrituras, usando um meio que nós também podemos empregar para superar a tentação. A passagem que ele citou foi a mais adequada naquela situação. No contexto, os israelitas tinham aprendido durante seus 40 anos no deserto que eles deveriam esperar e confiar no Senhor para conseguir alimento, e não tentar conceber seus próprios esquemas para se sustentarem.
  • Lições:
 1. O diabo ataca as nossas fraquezas. Ele não se acanha em provar nossas áreas mais vulneráveis. Depois de jejuar 40 dias, Jesus estava faminto. Daí, a tentação de fazer alimento de uma maneira não autorizada. Satanás escolhe justamente aquela tentação à qual somos mais vulneráveis, no momento. De fato, as tentações são freqüentemente ligadas a sofrimento ou desejos físicos.
2. A tentação parece razoável. O errado freqüentemente parece certo. Um homem "tem que comer". Muitas pessoas sentem que necessidades pessoais as isentam da responsabilidade de obedecer às leis de Deus.
3. Precisamos confiar em Deus. Jesus precisava de alimento, sim. Porém, mais do que isso, precisava fazer a vontade do Pai. É sempre certo fazer o certo e sempre errado fazer o errado. Deus proverá o que ele achar melhor; meu dever é obedecer-lhe. É melhor morrer de fome do que desagradar ao Senhor.


Segunda Tentação

  • A afirmação do diabo:
 "Então, o diabo o levou à Cidade Santa, colocou-o sobre o pináculo do templo e lhe disse: Se és filho de Deus, atira-te abaixo, porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito que te guardem; e: Eles te sustentarão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra" (4:5-6). Jesus tinha replicado à tentação anterior dizendo que confiava em cada palavra do Senhor. Aqui Satanás está dizendo: "Bem, se confia tanto em Deus, então experimenta-o. Verifica o sistema e vê se ele realmente cuidará de ti." E ele confirmou a tentação com um trecho das Escrituras.
  • As questões:
A questão é: Jesus confiará sem experimentar? Desde que Deus prometeu preservá-lo do perigo, é certo criar um perigo, só para ver se Deus realmente fará como disse?
  • A resposta de Jesus:
 "Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus" (4:7). A confiança verdadeira aceita a palavra de Deus e não necessita testá-la.

  • Lições:
1.    O diabo cita a Escritura; ele põe como isca no seu anzol os versículos da Bíblia. Pessoas freqüentemente aceitam qualquer ensinamento, se está acompanhado por um bocado de versículos. Mas cuidado! O mesmo diabo que pode disfarçar-se como um anjo celestial (2 Coríntios 11:13-15) pode, certamente, deturpar as Escrituras para seus próprios propósitos. O diabo fez três enganos: Primeiro, não tomou todas as Escrituras. Jesus replicou com: "Também está escrito". A verdade é a soma de tudo o que Deus diz; por isso precisamos estudar todos os ensinamentos das Escrituras a respeito de um determinado assunto para conhecer verdadeiramente a vontade de Deus.
2.     Ele tomou a passagem fora do contexto. O Salmo 91, no contexto, conforta o homem que confia e depende do Senhor; ao homem que sente necessidade de testar o Senhor nada é prometido aqui.
3.    Satanás usou uma passagem figurada literalmente. No contexto, o ponto não era uma proteção física, mas uma espiritual.
. Satanás é versátil. Jesus venceu em uma área, então o diabo se mudou para outra. Temos que estar sempre em guarda (1 Pedro 5:8).
. A confiança não experimenta, não continua pondo condições ao nosso serviço a Deus, e não continua exigindo mais prova. Em vista da abundante evidência que Deus apresentou, é perverso pedir a Deus para fazer algo mais para dar prova de si.

Terceira Tentação

  • A afirmação do diabo:
 "Levou-o ainda o diabo a um monte muito alto, mostrou- lhe todos os reinos do mundo e a glória deles e lhe disse: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" (4:8-9). Que tentação! O diabo deslumbrava com a torturante possibilidade de reinar sobre todos os reinos do mundo.
  • As questões:
A questão aqui não era tanto a de Jesus tornar-se um rei (Deus já lhe tinha prometido isso Salmo 2:7-9; Gênesis 49:10), mas de como e quando. O Senhor prometeu o reinado ao Filho depois de seu sofrimento (Hebreus 2:9). O diabo ofereceu um atalho: a coroa sem a cruz. Era um compromisso. Ele poderia governar todos os reinos do mundo e entregá-los ao Pai. Mas, no processo, o reino se tornaria impuro. Então as questões são: Como Jesus se tornaria rei? Você pode usar um meio errado e, no fim, conseguir fazer o bem?
  • A resposta de Jesus:
 "Retira-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto" (4:10). Nada é bom se é errado, se viola as Escrituras.
  • Lições:
1. Satanás paga o que for necessário. O diabo ofereceu tudo para "comprar" Jesus. Se houver um preço pelo qual você desobedecerá a Deus, pode esperar que o diabo virá pagá-lo. (Leia Mateus 16:26).
 2. O diabo oferece atalhos. Ele oferece o mais fácil, o mais decisivo caminho ao poder e à vitória. Jesus recusou o atalho; Ele ganharia os reinos pelo modo que o Pai tinha determinado. Hoje Satanás tenta as igrejas a usar atalhos para ganhar poder e converter pessoas. O caminho de Deus é converter ensinando o evangelho (Romanos 1:16). Exatamente como ele tentou Jesus para corromper sua missão e ganhar poder através de meios carnais, assim ele tenta nestes dias.
 3. O diabo oferece compromissos por bons propósitos. Ele testa a profundeza de nossa pureza. Ele nos tenta a usar erradamente as Escrituras para apoiar um bom ponto ou dizer uma mentira de modo a atingir um bom resultado. Nunca é certo fazer o que é errado.
  
Conclusão
Nesta batalha entre os dois leões (1 Pedro 5:8; Apocalipse 5:5), Jesus ganhou uma vitória decisiva. E ele fez isso do mesmo modo que nós temos que fazer:
 Confiou em Deus (1 João 5:4; Efésios 6:16).
 Usou as Escrituras (1 João 2:14; Colossenses 3:16).
 Resistiu ao diabo (Tiago 4:7; 1 Pedro 5:9).
 O ponto crucial é este: Jesus nunca fez o que ele sabia que não era certo. Que Deus nos ajude a seguir seus passos (1 Pedro 2:21).

 Por Gary Fisher

quinta-feira, 16 de junho de 2011

ESTUDO - Quando Deus responde não



Referência: Tiago 4.2b-3
INTRODUÇÃO
Hoje quero pregar sobre a consolação do NÃO de Deus, quando sua resposta negativa às nossas orações é uma bênção, quando o NÃO de Deus é o nosso livramento e quando a sua resposta contrária à nossa vontade é o maior gesto da sua misericórdia por nós.
I. OS QUE SE QUEIXAM SEM RAZÃO
Muitos são aqueles que sendo hoje tanto mais do que eram, e tendo tanto mais do que tinham, e estando tanto mais honrados do que estavam, ainda se queixam.
1. ADÃO
Adão antes de Deus o formar não era nada. Formado, era uma estátua de barro. Recebendo o sopro de Deus, pôs-se Adão em pé e começou a ser homem. Recebeu tanta honra que Deus lhe deu a presidência da terra: sobre todos os animais; a presidência do ar: sobre todas as aves e a presidência do mar: sobre todos os peixes. Parece que não podia ser mais nem melhor. Contudo, nem Adão nem Eva ficaram satisfeitos. Ainda queriam mais. E o que queriam? Queriam ser iguais a Deus.
Há tal ambição de subir e tal desatino de crescer? Anteontem, nada; ontem, barro; hoje, homem; amanhã, Deus? Quem ontem era barro, não contentará com ser hoje homem, e o primeiro homem? Quem anteontem era nada, não se contentará com ser hoje tudo, e mandar tudo? Adão estava descontente, mas sem razão.
2. DAVI
Em 2 Sm 7:8 diz: “Tomei-te da malhada, de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo, sobre Israel”. Não só diz Deus o lugar onde o pôs, como também o lugar de onde o tirou. Tirou-o das pastagens pedregosas de Belém e o colocou no trono. Lembre-se do descontente com Deus, onde estava e onde está. Lembre-se de Adão, do que era e do que se tornou. E logo verá que as nossas queixas não são razoáveis.
Os filhos de Zebedeu pediram para Jesus um lugar de honra no seu Reino. Enquanto Jesus fala da cruz, eles falavam da coroa. Enquanto Jesus sentia a dor da morte, eles estavam encantados com o poder. Jesus lhes diz que eles não sabem o que pedem e não lhes atende o pedido. Então, eles viram o excesso da sua ambição. Ontem remando a barca e remendando as redes. Hoje, apóstolos de Jesus; amanhã, desejando ser maiores do que os outros? Tiago diz: “Pedis e não recebeis, porque pedis mal”.
II. OS QUE PEDEM SEM SABER
Muitas vezes não sabemos também o que pedimos. Vejamos alguns exemplos:
1. RAQUEL
Raquel fez uma das mais importunas e impacientes petições que uma mulher pode fazer ao marido em sua vida: “Dá-me filhos, senão eu morrerei” (Gn 30:1). Respondeu-lhe Jacó que os filhos só Deus os dá, e só ele os pode dar. Raquel tinha o amor de Jacó, mas isto não era o suficiente para ele. Ela queria filhos para continuar vivendo.
Sua petição foi atendida, mas o resultado foi o contrário do que pediu. O que pedia Raquel não era apenas filho, mas filhos; e assim lhe concedeu Deus, porque a fez mãe de José e Benjamim. Mas,  dando à luz o segundo filho, morreu de parto. Exatamente no parto do segundo filho.
Vejamos os termos com que Raquel pedia os filhos: “Dá-me filhos, senão eu morrerei”. E quando cuidava que havia de morrer se não tivesse filhos, porque teve filhos, no mesmo ponto em que os teve, morreu. Cuidava que pedia a vida, e pedia a morte; cuidava que pedia a alegria sua e de sua casa, e pedia o luto e a orfandade dela. Tão certo é que no que pedimos com maiores ânsias, não sabemos o que pedimos.
2. SANSÃO E O FILHO PRÓDIGO
Sabida é a história de Sansão, e sabida a do Pródigo; ambos famosos por seus excessos. Deixados, pois os princípios e progressos de uma e outra tragédia, ponhamo-nos ao fim de ambas, e vejamos o estado de extrema miséria, a que os passos de cada um os levaram por tão diversos caminhos.
Vejam aquele homem robusto e agigantado, com aspecto ferozmente triste, tosquiados os cabelos, cavados os olhos, e correndo sangue, atado dentro de um cárcere a duas fortes cadeias. Pois aquele é Sansão.
Vejam aquele jovem macilento e pensativo, roto e quase despido, com uma corneta pendente no ombro, arrimado sobre um cajado, vivendo na pocilga e com fome. Pois aquele é o Pródigo.
Que mudanças! Um era tão valente e outro tão altivo. Agora o Pródigo com fome não tem autorização para comer as bolotas dos porcos e Sansão, o imbatível, é jogado em público para chacota do povo, foi escarnecido e afrontado até a morte. Mas qual a causa dessas mudanças tão estranhas? Essas mudanças aterradoras não tiveram outra causa senão a resposta positiva que ambos tizeram.
Sansão pediu a seus pais que lhe dessem por mulher uma filistéia. Concederam-lhe os pais o que pediu; e esta filistéia foi a causa das guerras que Sansão teve com os filisteus, e dos enganos e traições de Dalila, e da sua prisão, e do seu cativeiro, e da sua cegueira, e das suas afrontas e por fim da sua própria morte.
O Pródigo pediu a seu pai que lhe desse em vida a herança que lhe havia de caber por sua morte. Concedeu-lhe o Pai o que pedira: e esta herança consumida em larguezas e vícios da mocidade, foi a causa da sua pobreza, da sua vileza, da sua miséria, da sua fome, da sua servidão, da sua desonra, que só tiveram de desconto o pesar e o arrependimento.
3. APLICAÇÃO
Pediria Raquel filhos se soubesse que o ter filhos lhe haveria de custar a vida?
Pediria Sansão a filistéia, se soubesse que ela havia de ser a causa de sua afronta, de sua morte e de perder os olhos com que a vira?
Pediria o Pródigo a herança antecipada, se soubesse que com ela havia de comprar a miséria, a fome, a servidão e desonra?
Claro está que não. Pois se agora não haviam de pedir nada do que pediram, senão antes o contrário, porque o pediram então? Vocês já sabem a resposta: Pediram porque não sabiam o que pediram. Isso deve nos ensinar a aceitar o NÃO de Deus com gratidão. Ele conhece o futuro e sabe o que é melhor para nós. Ele nos atende não segundo a nossa vontade, mas segundo a Sua perfeita vontade.
III. OS QUE SE SUBMETEM À VONTADE DE DEUS
Jesus ensina no Sermão do Monte: “Pedi e dar-se-vos-á”. E para maior confirmação desta promessa acrescenta: “Pois todo o que pede, recebe” (Lc 11:9-13). Não diz Jesus que todo o que pede recebe o que pede. Diz Jesus que todo o que pede recebe. Muitas vezes, porém, recebe o contrário do que pede.
Jesus confirma seu ensino com três exemplos familiares: “Qual dentre vós é o pai que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou se pedir um peixe, lhe dará em lugar de peixe uma cobra? Ou, se lhe pedir um ovo lhe dará um escorpião?” Pois esta é a razão porque Deus, que nos trata como filhos, nos diz muitas vezes um NÃO e nos nega o que pedimos; porque pedimos pedras, porque pedimos serpentes, porque pedimos escorpiões.
Cuidamos que pedimos sustento e pedimos veneno; cuidamos que pedimos o que havemos de comer e pedimos o que nos há de comer; cuidamos que pedimos com que viver, e pedimos o que nos há de matar – e isto é pedir serpentes e escorpiões.
Quando somos tão néscios que não distinguimos o escorpião do ovo, nem a serpente do peixe, nem o pão da pedra, Deus que é Pai e tão bom Pai, nos nega peremptoriamente o que tão perigosamente pedimos.
CONCLUSÃO
O apóstolo Paulo diz que Deus nos assiste em nossa fraqueza porque não sabemos orar como convém. Não sabemos orar porque não conhecemos o futuro nem sabemos o que é melhor para nós. Como filhos de Deus, precisamos aprender dois princípios básicos ensinados por Tiago:
1. Devemos sempre orar a Deus e pedir a ele o que necessitamos – Diz Tiago: “Nada tendes, porque nada pedis”. Jesus ensinou: “Pedi e dar-se-vos-á”. A falta de oração retém as bênçãos do céu. Podemos ser ousados para pedir, pois Deus é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós.
2. Devemos sempre nos alegrar quando Deus responde NÃO às nossas orações. Deus é soberano. Ele está no controle do universo e das nossas vidas. Ele trabalha todas as coisas para o nosso bem. Ele age no seu tempo e de acordo com a sua vontade. Ele sempre tem o melhor para nós. Ainda que ele nos leve para o deserto, ou pelos vales, ou pelas ondas, ou pelos rios, ou até mesmo pelo fogo. Ele tem um propósito em mente: nos transformar à imagem de Jesus. Acolhamos o NÃO DE DEUS com humildade!

Autor: Rev. Hernandes Dias Lopes
Extraído

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Orientações para evangelização eficaz




Ao anunciar a Palavra de Deus, o lema de quem é cristão deve ser o mesmo proferido pelos apóstolos Pedro e Paulo: importa agradar a Deus e não aos homens (Atos 5.29; 1ª Tessalonicenses 2.4).

Todos os dias são dias de salvação (2ª Corintios  6.2). Porém, em Eclesiastes 3, a Palavra de Deus informa que existe tempo para tudo. O pregador está inserido na questão de usar o tempo oportuno para falar e também para ficar calado.

Efésios 5.16 e Colossenses 4.5 falam em remir nosso tempo. Ora, a recomendação aconselha a cada um de nós otimizar o espaço de 24 horas que Deus nos dá. Quem é cristão precisa ter em sua agenda diária um espaço vago para nunca deixar de transmitir a mensagem nº 1 entre todos os assuntos que estão em nosso coração ardendo para ser falado. Diariamente, o cristão deve informar a alguém que Jesus Cristo é Senhor e único Salvador da Humanidade. Apesar desse compromisso importantíssimo, antes de cumprir essa tarefa inadiável é preciso orar. Na oração, pedir a Deus chances de fazer parte de momentos de evangelização às almas perdidas, momentos que ocorram segundo a direção dEle.

Quando evangelizamos guiados por Deus, estamos caminhando e falando segundo o Espírito Santo, e com certeza transmitindo a mensagem conveniente no momento certo do dia de quem está espiritualmente perdido.

O evangelista deve ser inteligente. Quem evangeliza  pode alterar os horários de sua agenda para transmitir as Boas Novas, mas jamais deve interferir e atrapalhar a agenda daqueles que recebem a mensagem evangelística, provocando prejuízos a eles. Jesus é manso e humilde, não é arrombador de portas. Se uma alma não dá ouvidos para você, então combine com ela um horário em que possa ouvi-lo.

Ratifico: Nunca deixe de pregar a Palavra de Deus. Mas também nunca deixe de orar antes de pregar, pedindo que o Senhor coloque-o e em situações convenientes para quem o ouvirá. Orações assim são respondidas, pois essa é a vontade divina para sua vida.

Alguns cristãos, além da inconveniência de falar fora do tempo, falam em lugar errado e com interpretação bíblica errada também. São anacrônicos exacerbados, sendo até insuportáveis em algumas situações. Quando confrontados dizem que sofrem perseguição religiosa.
.
Há alguns deles que fazem uso de textos bíblicos em causa própria. Citam  Mateus 23.23, ou outros versículos similares, que contenham adjetivos negativos, para atacar desafetos. Porém, nenhuma de suas citações servem de constatação de um fato comprovável. Ninguém passa a ser lobo, mercenário, hipócrita, ou víbora, só porque alguém usou trechos bíblicos com esses termos. Tal ação é cabível até de processo judicial, pois poderá ser configurada como calúnia, injúria e difamação.

"Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios; mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte" - 1ª Pedro 4.15-16.
Enfim, Deus não é criador de confusão. 

E.A.G.
___________

Este artigo está liberado para todos os tipos de cópias, desde que não seja com fins lucrativos. É solicitado que ao copiar seja citado o nome do autor e da fonte da coleta ao lado do link ativo. Eliseu Antonio Gomes; UBE Blogs - União de Blogueiros Evangélicos; http://www.ubeblogs.net 
por Eliseu Antonio Gomes

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O Poder do Louvor



               
O verdadeiro louvor torna-se um meio pelo qual o poder de Deus opera no meio da igreja. Existem vários fatores que tornam o louvor uma força influente e outros que podem até inutilizá-lo. O poder do louvor se relaciona a vários elementos: seu veículo, seu conteúdo, sua origem, seu propósito e seu agente.

Na maioria das vezes, o louvor tem a música como veículo. Encontra-se aí então um elemento poderoso. A música é uma linguagem universal e tem o poder de influenciar o corpo e a mente das pessoas em qualquer lugar do mundo, em qualquer cultura. Ritmo e melodia exercem influência psicológica, produzindo efeitos físicos diversos. O corpo é induzido ao movimento, de modo quase automático. A mente se torna receptiva quando a música é agradável. Desse modo, sentimentos são estimulados e comportamentos são alterados.

O poder da música explica sua ampla utilização no nosso dia-a-dia, seja nos anúncios comerciais, nos eventos, nas religiões, na política, na didática, nas forças armadas, no futebol, nas terapias, etc.. Com motivo ou sem motivo, com objetivo específico ou por simples prazer, a música está em toda parte em virtude do poder que lhe é inerente.

As forças armadas se utilizam da música para estimular o patriotismo de seus soldados. Os hinos dos times de futebol também conseguem efeito semelhante em suas torcidas. Não é de se estranhar que alguns jogos terminem em guerra. Nas campanhas políticas a música é usada para gravar na memória os nomes dos candidatos, seus números e suas ideologias. O mesmo recurso é usado por alguns professores para que seus alunos guardem fórmulas matemáticas e regras gramaticais.

Ao ouvir uma música, podemos nos lembrar de fatos passados, lugares, pessoas, sentimentos, como se, por um momento, estivéssemos revivendo tudo aquilo.
A música provoca estados emocionais diversos: agitação, calma, romantismo. Pode fazer rir ou chorar.

Acrescentando a tudo isso a letra, a mensagem e o seu significado, teremos o poder musical multiplicado.
A música é algo poderoso e isto é muito sério, pois o seu uso pode ser para o bem ou para o mal. Existem músicas que estimulam a rebeldia, a violência, o vício, o sexo e até mesmo o suicídio. Muitas pessoas têm seu comportamento influenciado pelo tipo de música que ouvem.

Quando trabalhamos com a música dentro da igreja, devemos estar conscientes de que estamos manipulando algo muito poderoso. Precisamos estar atentos para não usarmos a música de um modo que venha estimular o pecado.
O poder do louvor é muito mais do que o poder da música, mas esta abordagem nos permite compreender o princípio da questão. Através do louvor nós influenciamos as pessoas. Que tipo de influência estamos passando?

A música cristã, quando usada corretamente, é poderosa para a fixação da palavra de Deus, para sua compreensão e para conduzir as pessoas à contrição ou ao júbilo na presença do Senhor. Para ter plena eficácia, nosso louvor precisa ter a unção e o poder do Espírito Santo, conforme abordaremos mais especificamente em nossos próximos artigos.

O poder da música foi criado por Deus. Contudo, é um princípio universal e está à disposição de todos. Até o Diabo usa a música para os seus fins escusos. Que nós possamos usá-la para a honra e para a glória do nosso Deus.




Autor: Prof. Anísio Renato de Andrade

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