Ouço, recebo, leio, vejo, vivo e compartilho: Textos bíblicos, vídeos, mensagens, testemunhos, reflexões e estudos de vários autores, e muito mais da Palavra de Deus, para a minha e para a sua edificação espiritual...



Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tempo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O TEMPO ACEITÁVEL


 "Porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da
salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis
aqui agora o dia da salvação." (2 Co 6:2)

 
Um dia, há muito tempo, um príncipe pediu a seu tutor que o
preparasse para a vida além da morte. "Existe muito tempo
para isso. Você só deve começar a se preocupar quando for
velho," respondeu o tutor. "Não!" exclamou o príncipe, "Eu
estive no cemitério e percorri os sepulcros, e existem
muitos túmulos de pessoas mais novas do que eu." Amanhã pode
ser muito tarde para levar Deus a sério. Deus nunca nos
prometeu o amanhã: "Agora é o dia de salvação."
Quantas vezes já ouvimos alguém dizer ou nós mesmos já
dissemos que só devemos nos preocupar com Deus e o "após a
morte" quando estivermos velhos? Mas como podemos pensar
assim se não sabemos quando essa hora chegará? E se
deixarmos para depois e não houver tempo?
Muitas pessoas pensam que a vida espiritual e a comunhão com
o nosso Deus só deve ser buscada para que alcancemos a
salvação e um lugar nas moradas celestiais, mas, na
realidade, a vida com Deus nos proporciona mais do que isso.
Com o Senhor no coração, nossos dias são mais agradáveis,
nossos lábios trocam a murmuração e as queixas por louvor e
adoração, desfrutamos a vida abundante e eterna a partir
deste mundo e, apesar de qualquer circunstância, somos
felizes e mais do que vencedores.
Quanto mais cedo nos oferecermos a Deus, para tê-lo como
amigo e companheiro, como alguém com quem poderemos sempre
contar em todos os momentos, mais tempo gozaremos da
plenitude de Suas bênçãos e mais confiança teremos para
alcançar as nossas vitórias.

Deixar para depois? Não! O dia é hoje... agora!

Paulo Roberto Barbosa

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O TEMPO QUE SE CHAMA HOJE


Hebreus 3:13 - Antes, exortai-vos uns aos outros todos os dias, durante o tempo que se chama Hoje, para que nenhum de vós se endureça pelo engano do pecado;

Jesus deu uma importância à medida do tempo chamado “hoje”. Vários escritores bíblicos usaram da mesma ênfase. O Autor de Hebreus, por exemplo, recomenda: “Encorajem-se uns aos outros, todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado” (Hebreus 3:13).
Para um Livro que é a revelação vinda da eternidade, é muito digna de atenção a sua ênfase sobre a dimensão chamada “hoje”. Na realidade, “hoje” é muito mais do que uma duração de vinte e quatro horas. Ele é o momento fugidio. Ele é o tempo passando. Com ou sem a nossa consciência. Queiramos ou não queiramos
É na dimensão de “hoje”, na dimensão de “agora”, que o Senhor eterno nos convida para ter comunhão com Ele. E, em tendo comunhão com Ele, não sentimos “endurecidos pelo engano do pecado”, e nos predispomos a “encorajar uns aos outros” como membros do “corpo de Cristo”. Hoje é o momento em que a eternidade nos restaura e nos completa, pela obediência ao Jesus do tempo e pela comunhão com o Cristo da eternidade. “Hoje é o dia aceitável”: “o tempo que se chama hoje”

Pr. Olavo Feijó

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A LAVOURA E O TEMPO



  "Porventura lavra continuamente o lavrador, para semear? ou está sempre abrindo e desterroando a sua terra? Não é antes assim: quando já tem nivelado a sua superfície, não espalha a ervilhaça, não semeia o cominho, não lança nela o melhor trigo, ou cevada no lugar determinado, ou o centeio na margem? Pois o seu Deus o instrui devidamente e o ensina” (Is.28.24-26).
Durante todo o período correspondente às narrativas bíblicas, a agricultura foi uma das principais atividades econômicas. Nela se ocupava grande parte da população ativa. Por esta causa, a figura do lavrador e o seu trabalho aparecem com freqüência nas Sagradas Escrituras, servindo como ilustração para ensinos morais e espirituais diversos.
O profeta Isaías estava perguntando: Será que lavrador lavra o tempo todo? Sabemos que não. Pois este é apenas o início do seu trabalho, que inclui muitas outras tarefas.
A lida no campo pode ser resumida nas seguintes etapas:
1 – Lavrar – Depois de escolher uma boa terra, deve-se prepará-la, tirando pedras e ervas daninhas, nivelando e revolvendo o solo para que se torne receptivo e adequado para a semente. Nessa parte entra o trabalho com o arado, geralmente puxado por uma junta de bois, unidos pelo jugo.
“Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus” (Lc.9.61).
“Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mt.11.29).
2 - Semear – Além de preparar o solo, o homem do campo precisa selecionar a semente, conforme sua espécie, quantidade e qualidade, e lançá-la à terra. A semeadura parece um desperdício, uma perda. É como se a semente fosse jogada fora. Por isso muitos não semeiam. Preferem comer toda a semente, pois sua visão está apenas no aqui e no agora. O semeador vê o futuro e por isso renuncia sua semente no presente.
“Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão; pois tu não sabes qual das duas prosperará, se esta, se aquela, ou se ambas serão, igualmente boas” (Ec.11.6).
“Semeai para vós em justiça, colhei segundo a misericórdia; lavrai o campo da lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós” (Os.10.12).
3 – Esperar a chuva – Por mais que o homem do campo trabalhe, ele também depende de Deus. Quanto maior a lavoura, maior é essa dependência. O lavrador sabe que nem tudo está em suas mãos. Sua parte já foi feita, com muito esforço. Agora é preciso ter fé e paciência.
“Alegrai-vos, pois, filhos de Sião, e regozijai-vos no Senhor vosso Deus; porque ele vos dá em justa medida a chuva temporã, e faz descer abundante chuva, a temporã e a serôdia, como dantes” (Joel 2.23).
4 – Germinação – em contato com a água, a semente germina, lançando seus renovos. É vida que nasce da morte. A semente estava sepultada. Aquele parecia seu fim, mas Deus realiza o milagre do renascimento. A palavra que sai da boca de Deus é como a chuva. Ela cai em nossos corações e nos renova, vivifica e nos faz crescer.
“Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo caindo na terra não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (João 12.24).
“Porque, assim como a chuva e a neve descem dos céus e para lá não tornam, mas regam a terra, e a fazem produzir e brotar, para que dê semente ao semeador, e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei” (Is.55.10-11).
5 – Cuidar da lavoura – O agricultor precisa zelar pela plantação. Enquanto as plantas são pequenas, é necessário evitar que sejam pisadas. Em todo o tempo, é importante cuidar para que ninguém as arranque. É necessário também vigiar por causa das pragas, insetos, aves e animais.
“Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas; pois as nossas vinhas estão em flor” (Ct.2.15).
6 – Esperar pelo fruto – O lavrador precisa ser paciente, enquanto cuida da lavoura e aguarda a produção. Antes do fruto, muitas ervas e árvores produzem flores. É o maravilhoso anúncio do resultado final que se aproxima. Depois do surgimento dos frutos ainda é preciso esperar que amadureçam. Enquanto isso, os cuidados aumentam.
“Levantemo-nos de manhã para ir às vinhas, vejamos se florescem as vides, se estão abertas as suas flores, e se as romanzeiras já estão em flor” (Ct.7.12a).
“Portanto, irmãos, sede pacientes até a vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba as primeiras e as últimas chuvas” (Tg.5.7).
7 – Colher os frutos – Enfim, chega a época da colheita, como recompensa por todo o labor e espera do lavrador.
“Aquele que sai chorando, levando a semente para semear, voltará com cânticos de júbilo, trazendo consigo os seus molhos” (Salmo 126.6).
Um dos principais elementos que regem a vida do agricultor é o tempo. Ele precisa conhecer as estações do ano e agir de acordo com cada uma delas, plantando, cuidando, esperando e colhendo. Ele não pode inverter a ordem. Não é possível colher sem ter plantado, a não ser que se queira roubar na propriedade alheia.
As tarefas agrícolas não podem ser realizadas com muita antecipação nem com atraso. Na época da chuva não é possível preparar o solo nem lançar a semente. O resultado seria um grande lamaçal, com a enxurrada carregando os grãos. Quando chega a época da ceifa, é possível que o lavrador já esteja muito cansado, mas ele não pode relaxar. Adiar a colheita pode significar perda total.
“Abundância de mantimento há na lavoura do pobre; mas se perde por falta de juízo” (Pv.13.23).
O ciclo da agricultura é comparável à vida de cada um de nós, com muito trabalho, fé em Deus, paciência e produtividade. Salomão comparou a juventude à primavera (Ec.11.10). Nossa existência é dividida em estações, com tempos adequados para cada propósito. Não podemos ignorar tal coisa. Não devemos ser precipitados em nossas realizações, adiantando demais os fatos, nem ser omissos, negligentes ou preguiçosos, deixando de fazer aquilo que deve ser feito no tempo certo.
“O que ajunta no verão é filho prudente; mas o que dorme na sega é filho que envergonha” (Pv.10.5).
Vejamos alguns exemplos de inversão na ordem natural da vida: Há muitas crianças trabalhando, quando deveriam estudar e brincar. Por outro lado, muitos jovens só querem se divertir, quando deveriam também estudar e trabalhar. Outros antecipam as relações sexuais, a gravidez e a constituição da família, sem que tenham se preparado para isso. Algumas vezes, encontramos pessoas bastante idosas que estão ingressando na faculdade, porque não o fizeram na juventude. Todo tempo é propício à aquisição do conhecimento, mas se isso acontecer muito tarde, o indivíduo não colherá o que está plantando.
“Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou” (Ec.3.1-2).
Muitos fatos ocorrem por força das circunstâncias, causando desordem na vida. Compreendemos isso. Entretanto, há quem perca seu tempo por outros motivos: preguiça ou negligência.
É imprescindível que cada um se conscientize do momento em que está vivendo. Qual é a estação atual? Para muitos de nós, ainda é tempo de semear, tempo de plantar. Não percamos a oportunidade.
Quando chega o tempo de colher, e não existe fruto aprazível, o indivíduo começa a murmurar. Acusa Deus, o governo, os pais e a família. Culpa o destino, revolta-se e se desespera. Entretanto, não se recorda de sua negligência na época da semeadura.
Existem também aqueles que vivem praticando o mal sem saber que seus atos são sementes. O que fazem hoje lhes será feito amanhã de modo multiplicado.
“Falam palavras vãs; juram falsamente, fazendo pactos; por isso brota o juízo como erva peçonhenta nos sulcos dos campos” (Os.10.4).
“Lavrastes a impiedade, segastes a iniqüidade, e comestes o fruto da mentira” (Os.10.13).
“O que semear a perversidade segará males” (Pv.22.8).
“Pois tudo o que o homem semear, isso também ceifará” (Gal.6.7).
Além dos estudos e do trabalho, seja natural ou espiritual, semeamos em cada ato, palavra ou gesto para com o próximo. Cada semente, boa ou má, se multiplicará e retornará para nós no tempo da ceifa.
Cabe, portanto, a cada um de nós, escolher bem as sementes para que a nossa colheita seja excelente. Façamos hoje o que deve ser feito, pois amanhã pode ser muito tarde.
“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido” (Gal.6.9).
Queremos colher muito, mas semeamos pouco. Somos econômicos na semeadura e ambiciosos na colheita. Fizemos algo para Deus ou para o próximo e achamos que foi suficiente. Não se acomode. Trabalhe mais. Semeie mais.
“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará” (IICo.9.6).
“Eu vos escolhi a vós, e vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça” (João 15.16).

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...