Ouço, recebo, leio, vejo, vivo e compartilho: Textos bíblicos, vídeos, mensagens, testemunhos, reflexões e estudos de vários autores, e muito mais da Palavra de Deus, para a minha e para a sua edificação espiritual...



Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador pecado. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ABISMOS SUCESSIVOS



Até onde o pecado pode levar o homem?

Certa moça, apaixonada por um homem casado, quer saber o que fazer. De fato, ela já sabe, mas vive o conflito entre o desejo e o dever. Quem quer se lançar numa aventura como essa, deve olhar para o fundo do abismo antes de pular. É um suicídio moral e espiritual. A jovem vive a ilusão de constituir um lar com aquele homem. Entretanto, ele já tem uma família constituída, com sua esposa e seu filho.
Vamos delinear um possível desenvolvimento para essa história a partir do envolvimento extraconjugal. O prazer da satisfação carnal virá acompanhado por outros elementos indesejáveis. A nova união receberá o nome de adultério, ainda que se queira chamar de outra coisa. Na sequência, ficará estabelecida a bigamia, mesmo que provisória. Por um descuido, a amante ficará grávida. Diante da complexidade da situação, será realizado o aborto.
No dia em que o caso vier à tona, trará a decepção para a esposa que, não conseguindo perdoar, pedirá o divórcio. Este não será exatamente o fim do casamento. Ficarão as obrigações alimentares, as visitas constrangedoras e a consciência ferida. O filho, também decepcionado, crescerá sem a convivência assídua com o pai. Poderá, em função disso, ter dificuldades em seus próprios relacionamentos e na futura constituição familiar.
Existem situações ainda mais graves em que o cônjuge traído resolve matar o traidor juntamente com a terceira pessoa da história.
Embora nem todo adultério tenha desfecho tão trágico, também é verdade que nenhum deles é capaz de produzir uma linda história de amor.
O melhor a se fazer é escapar enquanto é possível. "Livra-te como a gazela da mão do caçador, e como a ave da mão do passarinheiro" (Pv.6.5).
A bíblia diz que "um abismo chama outro abismo" (Salmo 42.7). Quando a pessoa estiver no meio da tragédia, tentará compreender como chegou àquele ponto. Tudo começou com uma escolha pecaminosa. A paixão pode ser muito forte, mas vai passar. Não se deixe levar por uma emoção.
Quando Deus disse "Não adulterarás", ele não pretendia estabelecer uma prisão para o ser humano, mas queria apenas protegê-lo de terríveis males. Os mandamentos do Senhor são como cercas à beira do abismo. Eles não têm por objetivo a restrição da nossa liberdade, mas a proteção das nossas almas e também dos nossos entes queridos.
Quando se escolhe o pecado, inicia-se a queda. É um processo que leva o homem "de mal a pior" (II Tm.3.13). Onde será o fundo desse abismo? O inferno. A pior consequência do pecado não é física, emocional ou financeira. O ponto máximo de sua destruição é a condenação do homem à eternidade de sofrimento, longe de Deus.
Entretanto, ainda existe esperança. Aos que se encontram caídos nos abismos do pecado, o Senhor Jesus estende a mão. Ele é o bom pastor que veio ao mundo em busca das ovelhas que se afastaram, caindo nos penhascos da vida (João 10.14). O Senhor oferece perdão e acolhimento para aqueles que pecaram. Contudo, não se deve usar o conhecimento da sua misericórdia como permissão para o pecado. Muitos caem e não se levantam mais. Muitos são mortos antes que possam pedir ajuda.
Se você pode ler esta mensagem, é porque ainda não é tarde demais. Clame ao Senhor por misericórdia e perdão. Ele pode fazer parar o processo da queda espiritual e firmar os seus passos. Resolva voltar. Suba em direção a uma vida de honra na presença de Deus.

Anísio Renato de Andrade
P.S. - Este texto foi escrito e publicado em 2004.

terça-feira, 10 de maio de 2011

A “Normalização” do Pecado



 "Por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará" (Mt 24.12).

Satanás não tem permissão para fazer tudo o que gostaria em relação à humanidade. Se ele pudesse, creio que exterminaria todos os seres humanos de forma cruel. Contudo, o inimigo induz o homem à autodestruição por meio do pecado, assim como Balaão que, não podendo amaldiçoar a nação de Israel, conseguiu derrotá-la diante dos moabitas através da prostituição e da idolatria (Nm.31.16; Ap.2.14).

O pecado é produto criado e promovido pelo Diabo (Jo 8.44). Os fatos dos tempos bíblicos e da atualidade nos permitem deduzir que ele deseja inserir os mais variados tipos de pecado na vida das pessoas e fazê-los crescer como epidemia nas sociedades humanas. Para alcançar sua meta, o inimigo conta com a ajuda do próprio homem na disseminação de conceitos malignos e na execução de ações estratégicas:

1- Negando a palavra de Deus.
"Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis" (Gn.3.4). Satanás fala o contrário do que Deus falou, procurando abrir caminho para a prática pecaminosa. Outra forma de conseguir isso é tentando nos afastar da Bíblia. Se a palavra de Deus for desprezada, muitos pecados se espalharão como praga na vida das pessoas.

2 – Presunção de impunidade.
A mesma frase dita a Eva contém a falsa idéia de que o pecador não será punido. E, quando o indivíduo percebe que não houve consequência imediata ou aparente do seu ato, ele se dispõe a repeti-lo (Ec.8.11; Na.1.3).

3- Novos nomes para antigos males
Troca-se o nome do pecado para que deixe de ser ofensivo. Tal eufemismo tem efeito psicológico atenuante. Um título mais suave e agradável transpõe antigas barreiras relacionadas ao termo tradicional. Assim, a prostituição tornou-se um "programa". Seus agentes passaram a se chamar "profissionais do sexo". Adultério virou caso extraconjugal. Corrupção e desonestidade subsistem sob o codinome de esperteza ou "jeitinho brasileiro". O rótulo mudou, mas o veneno continua o mesmo (Is.5.20).

4- O direito de pecar.
Você merece ser feliz! Esta frase, tão bonita, tem sido usada como desculpa para diversas transgressões, principalmente no âmbito sexual. Seu significado distorcido nada mais é do que a exaltação do egoísmo, que tem sido colocado acima da perseverança, da fidelidade e do amor. Em uma civilização regida pelo humanismo hedonista e imediatista, parece que qualquer tipo de sofrimento precisa e deve ser interrompido rapidamente, mesmo que a saída seja pecaminosa. Até as palavras de Cristo são usadas, de modo distorcido, para justificar a prática do mal, quando se diz que "a carne é fraca" (Mt.26.41). Parece que pecar tornou-se, além de direito, uma necessidade urgente. Entretanto, cada discípulo de Jesus precisa negar a si mesmo (Mt.16.24), esperando o livramento ou o suprimento celestial, assim como o Mestre perseverou até a morte, mesmo quando muitos sugeriam que ele descesse da cruz (Mt.27.40).

5 - Pecado virou sinônimo de prazer (II Ts.2.12).
Notamos, principalmente na literatura e na música popular, o uso "positivo" da palavra pecado. Pecar parece algo atraente e compensador. Da mesma forma como ser "irreverente" tornou-se qualidade no vocabulário moderno.

6 – Os vendedores do pecado.
Eva foi tentada pela serpente, mas quem tentou Adão? A própria mulher que, naquele instante, comportou-se como representante de Satanás para oferecer o fruto proibido ao marido (Gn.3.6). Da mesma forma, muitos têm exercido esse papel atualmente, entre os quais se destacam alguns artistas e outros formadores de opinião, que assumem a prática pecaminosa em suas mais insidiosas formas, tornando-se seus defensores ferrenhos, como se fossem coisas boas e legítimas para todos. Assim, a força do exemplo de pessoas tidas como modelos da sociedade conduz multidões ao erro, principalmente crianças e adolescentes. Por exemplo, o homossexualismo e a magia são dois produtos em destaque nas vitrines modernas.

7 - A multiplicação causa banalização.
As tentações estão em cada esquina. Parece que existem muitas árvores do conhecimento do bem e do mal em nossos jardins, como resultados das sementes daquela que estava no Éden. A iniquidade se multiplicou (Mt.24.12), tornando-se parte da cultura. Se todos fazem, parece que eu posso fazer também. Esta é a perigosa conclusão individual. Por exemplo, a virgindade é um valor do passado. A prostituição tornou-se regra geral. Algo mais recente é a pirataria generalizada, por meio da qual os direitos autorais são roubados.

8 – O certo parece errado (e vice-versa).
A inversão de valores chegou a tal ponto que, os honestos são chamados de bobos. Se a maioria faz o que é mal, parece errado quem não faz. Quem nada contra a correnteza é criticado. Quem não corre atrás da iniquidade é visto como alienado (I Pd.4.4). O pecado ganha terreno e a justiça vai desaparecendo (Is.59.14). Enquanto isso, o que antes era vergonhoso, torna-se motivo de glamour (Jr.6.15). Por exemplo, a exposição pública da nudez agora é arte e as revistas do gênero são encontradas até em padarias e supermercados.

9 – Acostumando-se com o mal.
O que ocorre com frequência já não recebe a mesma atenção das primeiras vezes. Pode parecer normal, um novo padrão de comportamento. A notícia já não causa escândalo, espanto, nem indignação. Depois, deixa de ser notícia. O pior é quando isso acontece dentro do homem, em um processo de cauterização da consciência. O costume com o pecado elimina o sentimento de culpa e dificulta o arrependimento (I Tm.4.2). Enquanto os sentidos são anestesiados, o veneno se infiltra e faz apodrecer a alma.

10- As leis autorizam e regulamentam o pecado.
Representantes de um povo injusto acabam criando leis que contrariam a lei de Deus (Is.10.1). Assim, surge um instrumento forte para que o pecado seja aceito e até mesmo imposto na sociedade. No Brasil, por exemplo, o adultério foi eliminado do código penal, enquanto o homossexualismo e as drogas vão ganhando vozes de defesa entre os legisladores. O ápice desse processo maligno ocorrerá por ocasião do governo do Anticristo, o homem da iniqüidade.

As consequências

Através dessas sementes da maldade, o pecado vai se tornando normal. Quem quiser aceitá-lo dessa forma que o faça, mas lembre-se de que as conseqüências serão terríveis e implacáveis.
A "normalização" do pecado conduz à destruição, primeiramente pessoal, depois familiar, podendo chegar ao comprometimento de um grupo maior, inclusive de cidades inteiras, como aconteceu com Sodoma e Gomorra (Gn.19). Na época do dilúvio, toda a humanidade foi envolvida em extrema corrupção pecaminosa, o que quase levou à sua extinção. Os últimos dias, disse Jesus, serão semelhantes àqueles (Mt.24.37-39).

Estamos conscientes de que não vamos mudar o mundo, mas precisamos ficar atentos para que o mundo também não mude os cristãos e a igreja. Não podemos abrir mão dos nossos princípios. Os fatores supracitados vêm como uma avalanche para nos carregar. Como escaparemos de tão grande força? Através do apego à palavra de Deus, com fé, compromisso e obediência, na comunhão dos salvos, e com o auxílio do Espírito Santo. Nossa cultura é outra, da pátria celestial (Hb.11.16). Não somos deste mundo, como Jesus não é (Jo 17.14; 18.36). A mentalidade mundana é cada vez mais podre. Nós, porém, temos a mente de Cristo (I Co.2.16).

Tudo isto não significa que sejamos perfeitos, mas o que não podemos é aceitar o pecado passivamente. Noé também não era perfeito. Entretanto, era justo e procurava viver de acordo com a vontade de Deus. Desse modo, juntamente com sua família, ele foi salvo da destruição que assolou seus contemporâneos.
Assim também, a igreja deve ser uma sociedade diferente neste mundo de trevas. Enquanto grande parte da humanidade caminha para o inferno, nós devemos caminhar em sentido contrário, sempre procurando salvar alguns do fogo, cuidando para que nós mesmos não sejamos por ele devorados (Jd.23).

"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus" (Rm.12.2).

Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
www.geocities.com/anisiorenato
anisiorenato@ig.com.br

terça-feira, 1 de março de 2011

Confissões de uma mulher cristã perfeita


Geralmente sou uma pecadora fechada, faço as besteiras e as mantenho escondidas. Durante a maior parte da minha vida, consegui caminhar próxima à linha tênue da rebelião descarada. Quando eu tinha 12 anos, passava trotes para vários lugares e removi (leia-se: roubei) um livro da biblioteca pública, intitulado Tudo o que você sempre quis saber sobre sexo, mas tinha medo de perguntar.
A conselheira das mulheres na faculdade que cursei nunca soube que fui eu quem pregou uma peça em uma colega do curso. Quando tinha 22 anos, era professora de Ensino Fundamental, quase fui flagrada pela diretora entretendo meus colegas com imitações, inclusive da própria diretora. Alguns anos depois, minhas besteiras tornaram-se sérias, pois, depois de me tornar mãe de dois filhos, tive um acesso de raiva e agi de uma maneira que aterrorizou tanto a meus filhos quanto a mim. Não sou santa e nem pretendo ser. Mas, por mais difícil que seja crer nisto, de alguma maneira consegui deixar 99,9% destas coisas escondidas. Como alguém que freqüenta a igreja e que aparentemente administra uma família feliz, evitei ter qualquer atenção voltada a este lado sombrio da minha vida. Mas isso teve um custo.
Minhas mentiras sobre o quanto eu gastava trouxeram problemas financeiros para o meu casamento. Pensamentos invejosos afastaram de mim os amigos e a alegria. A raiva adolescente que tentei manter dentro de mim, causando automutilação, explodiu 12 anos depois na direção dos meus filhos mais velhos. E quando o álcool veio na minha direção em períodos de solidão e depressão, eu ouvi seu chamado.
 Então, esta sou eu: Julie Barnhill em toda a sua glória e esplendor.
Talvez você esteja pensando: “Sim, você nos contou segredos de sua vida, mas nenhum deles se compara com os meus.” Poderíamos até criar um jogo para ver quem seria a campeã; muitos dos seus segredos poderiam ser os primeiros da lista. A questão é: precisamos abraçar a verdade de que não estamos sozinhos em nossos lugares secretos. Não importa o que se esconde debaixo de nossas camadas e mecanismos de defesa, Deus esta lá, dentro de nós.
Qanto mais eu vivo, mais me torno desesperada por um perdão revolucionário que leva ao fim as áreas ocultas e os elementos clandestinos da minha vida.
Mas existe uma questão: a confissão só pela confissão pode se tornar facilmente em um momento tablóide em nada diferente dos programas de televisão que entregam todos os detalhes da vida de alguém. Não é suficiente apenas dizer os fatos. A confissão genuína nos leva ao perdão radical, disponível apenas através de Cristo, que cobre qualquer coisa que tivermos feito, não importa o quão horrível ela possa parecer. Jesus Cristo conhece nossos segredos, e estes segredos nunca poderão parar o amor que ele tem por nós. No entanto, estes segredos criam uma barreira entre nós e a vida de liberdade, livre da vergonha, vida que ele deseja para nós. Contamos a Deus nossos segredos para encontrarmos redenção, para sermos resgatados e, por fim, para conseguirmos a vida eterna.
Compartilhamos nossos lugares secretos com amigos em quem confiamos para que possamos conhecer a realidade da cura divina através de relacionamentos de carne e osso, relacionamentos com aqueles que amamos na Terra. Infelizmente, temos como foco as questões e circunstâncias, pecados e falhas. Quando isso acontece, nos tornamos vulneráveis ao pai das mentiras. Ele fará o que for necessário para nos levar a crer que Deus nunca perdoará nossos pecados. Ele fingirá que existem coisas que possamos executar que façam com que o amor de Deus por nós termine. Em algum momento da vida, já acreditei em pelo menos três destas mentiras:
Mentira 1 - Você é a única no mundo que fez estas coisas
Poucas coisas na vida me fizeram descer ao abismo da condenação e da culpa como a forma com que tratei meus filhos e a raiva contida que carreguei por anos. Apesar de aparentar equilíbrio, eu sabia dos limites físicos e verbais que havia atravessado com meus filhos por trás daquelas portas fechadas. Perguntava-me se eu era a única mãe que tratava seus filhos de forma tão horrível.
Certo dia, fiz uma confissão para um grupo de amigas, esperando ouvir que não estava sozinha. Mas o silêncio foi total. E eu podia ouvir o Inimigo sussurrando: Eu disse que ninguém mais fazia o que você fazia. Você é desprezível e ninguém poderá ajudá-la.
Apesar de já ter controlado meus acessos de fúria, acreditei nesta mentira por quase seis anos. No sétimo ano, Deus havia me trazido à memória gentilmente as verdades bíblicas que aprendi e acreditei desde a infância:
a) Se eu confessar meu pecado, Deus os perdoará, sempre.
b) Se eu permitir, ele transformará meus pensamentos e me fortalecerá para fazer o que é certo.
c) Se eu falhar, Jesus permanece fiel, pois é impossível para ele negar seu caráter e agir de outra maneira.
Professei (falei realmente em voz alta) estas verdades eternas e vi meu coração e minhas ações serem transformados de uma forma que só posso descrever como miraculosa. Finalmente meu coração e minha casa foram repletos de perdão, alegria, gentileza em relação aos meus filhos e também à paz. Disse a Deus que, se eu tivesse oportunidade, gostaria de falar abertamente sobre minhas dificuldades.
Três anos depois, tive a oportunidade. Estava na frente de uma platéia lotada e falei a milhares de mães sobre a realidade do que havia acontecido e lhes assegurei que não eram as únicas que haviam agido daquela maneira, dito aquelas palavras ou pensado a respeito daquilo que as feria por dentro.
Mulheres fizeram fila para falar comigo ao final. Algumas delas permaneceram na minha frente em silêncio. Outras lutavam para manter a compostura enquanto a mentira do Inimigo era exposta e derrotada. As conversas que tive e as mensagens que recebi estarão para sempre em minha memória. Nunca me canso de ouvir alguma mãe dizer: “Obrigada por ser honesta! Deus tem me mostrado que não sou a única a sofrer com estas questões e nem a única a ter feito o que fiz!”
Mentira 2 - Deus nunca mais poderá usá-la
Creio que geralmente procuramos obedecer a Deus, ou pelo menos desejamos. Creio que mulheres anseiam para que suas vidas tenham significado eterno, algo mais do que as medidas das roupas que usamos ou as descrições que estão em nosso currículo profissional. No entanto, quantas vezes nos julgamos por estes padrões superficiais? Pense nas vezes em que você parou em frente ao espelho e ficou horrorizada com a mulher que olhava para você. Talvez você tenha comprado a terrível mentira do Inimigo que diz que, por causa de suas falhas, Deus nunca poderá usá-la agora. Sou prova viva de que Deus pode e usa a todas nós, apesar de nosso passado e nossos erros. A realidade é que nem os piores pecados listados nas Escrituras podem permanecer entre nós e o amor de Cristo se confessarmos e buscarmos este perdão revolucionário.
A verdade de Deus dissipa o engano do Inimigo: verdade do amor de Deus e a natureza de seu caráter que nos resgata e redime. Agora podemos compreender sua promessa: “O Senhor o guiará constantemente, satisfará os seus desejos numa terra ressequida pelo sol e fortalecerá os seus ossos. Você será como um jardim bem regado, como uma fonte cujas águas nunca faltam. Seu povo reconstruirá as velhas ruínas e restaurará os alicerces antigos; você será chamado reparador de muros, restaurador de ruas e moradias” (Isaías 58.11-12).
Mentira 3 - Se alguém descobrir o que você fez, nunca a amará, nunca a compreenderá ou nunca a perdoará
A verdade é que algumas pessoas que você considera como amigos podem abandoná-la ao saber de certas verdades. Isso já aconteceu comigo, dos dois lados. Amigos já me abandonaram por saber a profundidade dos meus pecados. E já abandonei uma amiga logo após saber de alguns detalhes infelizes de sua vida. Amigos vêm e vão, mas um amigo verdadeiro permanece com você, como se fosse parte de sua família (Provérbios 17.17). Eu não fui fiel à minha amiga, mas Jesus sempre é fiel. Uma vez após a outra, ele promete que nunca nos abandonará. Portanto, respire fundo e descanse nesta verdade imutável: Jesus nunca desiste de nós: “Se somos infiéis, ele permanece fiel, pois não pode negar-se a si mesmo” (2 Timóteo 2.13).Então é isso. Por que admitir que tenho falhas? Porque vivi tempo suficiente e experimentei falhas suficientes para saber que meus segredos e pecados não podem ser resolvidos através do meu próprio poder e do pensamento de que posso fazer tudo sozinha. Deus sabe o quanto tentei e o quanto fracassei. Ele sabe que meus pecados de proporções magníficas se aprofundam na essência de quem sou como mulher e como cristã. Ele sabe o quanto anseio pela experiência de uma redenção radical que me dá liberdade, não apenas naquele momento, mas para sempre. Minha alma clama pelo socorro que vai a qualquer altura, qualquer profundidade, que me liberte de meus segredos e minha vergonha (Romanos 8.39).
Talvez você sinta que a redenção está longe do seu alcance. Mas se você está cansada de fingir que consegue lidar com tudo sozinha, agora é hora de agir. Por muito tempo, as mulheres, particularmente as cristãs, acreditaram que eram as únicas a lidar com questões vergonhosas, arrependimentos agonizantes e mais do que um ou dois esqueletos pendurados em seus armários. Se ousarmos abrir os nossos corações para Deus e para outros, poderemos experimentar a paz e a liberdade. Leia o que algumas mulheres escreveram para mim:
Fiz um aborto quando tinha 18 anos de idade. Ninguém sabe nada sobre isso. Por 14 anos, marquei no calendário o dia 12 de julho e chorei pela criança que ninguém sabia que existia e por mim, a jovem que carregou a culpa sozinha. Mas agora acabou, Julie! Agora sei que não estou sozinha e, pela primeira vez na vida, creio verdadeiramente que Deus é maior que o meu segredo e está disposto a me perdoar.
Outro depoimento que recebi:
Confessei meu segredo para minhas amigas na noite passada. Agredi fisicamente minha filha de 3 anos de idade. Falei para minhas amigas sobre os abusos que eu mesma sofri quando criança. Sinto como se um enorme peso tivesse sido retirado do meu coração.
A verdade é que os segredos só são fortes quando estão escondidos. Uma vez que são revelados à luz do amor de Deus, perdem sua força. Por que não fazer de hoje o dia em que você fará uma limpeza e colocar para fora aqueles segredos escondidos? Você poderá se surpreender com quem mais vive as mesmas dificuldades e dilemas que você.

Questões para considerar antes de confessar seu pecado a alguém.
Preste atenção se:
1. A pessoa a quem você está confessando repete confidências que ouviu sobre outras mulheres. Se não, adivinhe quem será a próxima a ser assunto da roda?
2. Ela oferece conselhos que não foram solicitados e fica ofendida se seu conselho é ignorado.
3. Ela a pressiona a mudar para seu ritmo emocional na amizade.
4. Ela quer consertar seus problemas ou lhe diz para não se preocupar tanto com seus segredos.

Procure alguém que:

 1. Tenha bom senso em saber quando se afastar ou quando interferir no momento em que você está mal.
2. É transparente e aberta sobre seus próprios dilemas.
3. É pronta para ouvir e tardia para falar.
4. Tem como base de seus conselhos, palavras e observações a verdade eterna encontrada na Bíblia.
Extraído
Aurora: Julie Barnhill

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...